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Jovens valorizam crescimento profissional mais que salário, aponta estudo

Crescimento profissional domina a escolha dos jovens, com saúde mental, valores da empresa e ambiente pesando; flexibilidade fica em quarto plano

Jovem faz curso de informática em Santa Catarina; jovens têm ficado fora do mercado de trabalho por opção das empresas — Foto: Reprodução/Jornal Hoje
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  • cinquenta e quatro por cento dos jovens apontam a oportunidade de crescimento profissional como principal fator ao escolher a empresa.
  • quarenta e três por cento citam boa remuneração e benefícios; trinta e um por cento valorizam ambiente de trabalho agradável.
  • setenta e nove por cento dizem que remuneração e benefícios são importantes, mas não o principal critério.
  • noventa e oito por cento valorizam saúde mental e afirmam ser importante que a empresa se preocupe com esse tema; também, noventa e oito por cento querem que as organizações valorizem os jovens; sete em cada dez não trabalhariam em empresas com valores diferentes.
  • o levantamento ouviu oito mil oitocentos e oitenta e um jovens de quatorze a vinte e quatro anos, com margem de erro de um ponto percentual; flexibilidade no trabalho ficou em vinte por cento, e a reputação da empresa em vinte e quatro por cento.

O estudo realizado pelo CIEE, com apoio do Instituto Locomotiva, reuniu 8.881 jovens de 14 a 24 anos em todo o país. O objetivo foi entender o que pesa na escolha do primeiro emprego. Os dados apontam que o crescimento profissional é o principal motivador.

A pesquisa aponta que boa remuneração e benefícios aparecem em segundo lugar, seguidos por um ambiente de trabalho agradável. O levantamento reforça que a geração busca algo além do salário, incluindo bem-estar, desenvolvimento e propósito no trabalho.

A saúde mental surge como tema de alta importância: 98% consideram muito relevante trabalhar em empresas que valorizem o tema, e 93% concordam plenamente com essa necessidade. Além disso, 98% dizem que é importante que as organizações valorizem os jovens profissionais.

Outro ponto relevante é a valorização dos jovens pela empresa. Quase toda a amostra (98%) entende que as organizações devem valorizar esse grupo, e 70% afirmam não trabalhar em empresas que não compartilham seus valores. A flexibilidade no trabalho figura na quinta posição, com 20% das respostas, empatada com a proximidade de casa. A reputação da empresa aparece acima, com 24%.

O levantamento também reforça a percepção sobre o papel social das empresas: 98% acreditam que organizações que contratam jovens ajudam no desenvolvimento do país, e 96% veem papel fundamental para a empregabilidade da juventude.

Principais dados da pesquisa

  • 54% priorizam oportunidade de crescimento profissional
  • 43% apontam boa remuneração e benefícios
  • 31% valorizam ambiente de trabalho saudável
  • 24% preferem empresas tradicionais ou renomadas
  • 20% consideram flexibilidade no trabalho um diferencial
  • 98% valorizam que haja foco em saúde mental
  • 98% dizem ser importante que empresas valorizem os jovens
  • 7 em cada 10 não trabalhariam em empresas com valores diferentes dos seus

Para o superintendente institucional do CIEE, a expectativa mudou: questões como saúde mental, ambiente saudável e alinhamento com valores passaram a ser expected basais para os jovens, que buscam compatibilidade entre propósito da empresa e objetivos de vida. O estudo ouviu 8.881 jovens de todas as regiões do país, com margem de erro de 1 ponto percentual.

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