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Liderança empresarial aponta ausência de estratégia diplomática do Brasil

Presidente da Abiplast aponta falha estratégica brasileira na diplomacia comercial, alertando que tarifa pode ameaçar empregos e a competitividade do setor plástico

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast)
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  • O presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou à CNN que a ausência de uma estratégia diplomática e comercial brasileira foi o principal motivo do novo tarifaço dos Estados Unidos.
  • Ele disse que a investigação sob a Seção 301 é legítima, mas critica a falta de atuação preventiva do Brasil durante o processo.
  • O setor de plásticos, ao lado de máquinas e equipamentos, é um dos mais impactados, com 14,6 mil empresas no Brasil e 404,6 mil empregos diretos.
  • Segundo ele, a União Europeia, a Índia e a Coreia do Sul mantiveram canais de negociação ativos durante o processo; o Brasil não conseguiu articular de forma equivalente.
  • Roriz defende a criação de um sistema permanente de prevenção e gestão de conflitos comerciais para proteger empregos qualificados, exportações e a presença do Brasil nas negociações internacionais.

O presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou à CNN Brasil na manhã de quarta-feira que o maior motivo para o novo tarifaço foi a ausência de uma estratégia diplomática e comercial brasileira. Ele reforçou que a Seção 301 é um instrumento legítimo da legislação norte‑americana, mas criticou a falta de planejamento preventivo.

Segundo ele, o setor de plásticos é um dos mais atingidos pelo tarifaço, que também envolve máquinas e equipamentos. O segmento reúne 14,6 mil empresas no Brasil e emprega 404,6 mil pessoas diretamente. O choque afeta a cadeia produtiva como um todo.

O empresário avaliou que o Brasil não teve a mesma capacidade de articulação de outros países para negociar com os EUA durante o processo. Parceiros como União Europeia, Índia e Coreia do Sul mantiveram canais de negociação ativos ao longo do ano, buscando soluções antes do desfecho.

Roriz questionou por que o Brasil não apresentou propostas durante o andamento do processo. Ele apontou que a falta de atuação preventiva elevou riscos para a indústria nacional e para os empregos qualificados ligados ao setor de transformação plástica.

Sobre os impactos setoriais, o executivo destacou que a indústria plástica está presente em grande parte da cadeia produtiva. Além de evitar perdas de competitividade, há efeitos indiretos em fornecedores, transportadores, distribuidores e trabalhadores de diversas áreas da economia.

O líder empresarial insistiu que não se trata apenas de uma tarifa de 25%. A prioridade é a preservação de empregos industriais qualificados, de exportações de alto valor agregado e da capacidade do Brasil de negociar com seu segundo maior parceiro comercial.

Perspectiva estratégica e proteção da indústria

Roriz defendeu a criação de um sistema permanente de prevenção e gestão de conflitos comerciais. Segundo ele, esse mecanismo permitiria monitorar riscos, mobilizar órgãos do governo e dialogar com parceiros antes de decisões potencialmente prejudiciais.

Ele afirmou que, em um ambiente global cada vez mais competitivo, proteger a indústria brasileira não significa fechar mercados. O objetivo é manter o país presente nas mesas de negociação para defender investimentos e empregos de qualidade gerados pela indústria nacional.

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