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Lotérica de Fortaleza já criou 100 milionários, elevando o dono a rei do bolão

De balcão à entrega em domicílio, a Loteria Aldeota gera cem cotistas milionários e fatura 57 milhões de reais em 2025, ampliando atuação nacional

Alessandro Montenegro, da Loteria Aldeota: "Hoje, 90% da minha empresa eu vendo aqui no celular" (Aldeota/Divulgação)
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  • A Loteria Aldeota, de Fortaleza, vende bolões com entrega em domicílio e teve cem cotistas milionários após o concurso especial de 30 anos da Mega-Sena, que distribuiu trezentos e trinta e seis milhões de reais.
  • Em dois mil e vinte e cinco, a casa faturou quarenta e sete milhões de reais e já distribuiu mais de cento e cinquenta e cinco milhões em prêmios.
  • O empresário Alessandro Montenegro afirmou que hoje noventa por cento das vendas são feitas pelo celular; a operação atende clientes em vários estados e em outros países.
  • O modelo envolve bolões com nove a vinte dezenas, com ticket médio mensal em torno de trezentos e cinquenta reais, e clientes fora do Ceará representam mais de sessenta por cento da carteira.
  • O setor enfrenta desafios com apostas online e pagamentos digitais, mas Montenegro mantém o foco em ampliar o modelo de bolões e atrair mais compradores.

Alessandro Montenegro transformou a Loteria Aldeota, em Fortaleza, num modelo de bolões entregues a domicílio. A operação digitalizou vendas, criou bolões de delivery e já atua em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Maranhão e até em cidades no exterior. Em 2025, a casa faturou 57 milhões de reais.

A aposta da Aldeota venceu no sorteio especial de 30 anos da Mega-Sena, rendendo parte dos 336 milhões de reais e tornando 100 cotistas milionários de uma vez. Entre eles, Montenegro era cotista da própria bolada que vendeu.

Montenegro iniciou no ramo após uma mudança radical: saiu de uma operação com escavadeiras e pequenas obras no Pará para investir no balcão de loterias. A virada ocorreu após um serviço na Transamazônica ser interrompido pela chuva forte, em 2019.

O modelo da casa ganhou visibilidade em 2020, quando um bolão para 200 milhões premiou 35 milionários. Parte dos bilhetes tinha sido comprada pelo celular, com cofre da empresa guardando os bilhetes para clientes de outros estados. Presentes aos organizadores somaram 800 mil reais.

Hoje, a Aldeota tem cerca de 100 funcionários, entre atendimento no balcão e a central de vendas remotas. O negócio já distribuiu mais de 155 milhões de reais em prêmios e lidera há anos o ranking de venda de bolões no Brasil.

O diferencial do bolão

A aposta da Aldeota vai além do padrão: os bolões começam com nove dezenas e podem chegar a vinte, aumentando as chances de ganho. O ticket médio mensal fica em torno de 350 reais por cliente, com picos de 600 reais na Mega da Virada.

Mais de 60% da carteira de clientes está fora do Ceará, incluindo cidades pequenas do Maranhão. O canal remoto permite atender apostadores que não frequentam a casa física, mantendo CPF e nome no verso do bilhete.

Desafios e cenário setorial

O setor vive o desafio das apostas online e da digitalização de pagamentos, que reduzem o movimento nas casas físicas. Montenegro afirma que o modelo pode servir como referência para outras lotéricas, defendendo maior difusão do bolão para fortalecer o turismo de apostas no país.

A Aldeota recebe visitas de outras casas, além de convites da Caixa para eventos do setor. O empresário sustenta que o crescimento exige ampliar a base de clientes com prazos curtos de recebimento e operações ágeis.

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