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Lula diz que, se Trump não quiser comprar, venderemos a outro

Lula afirma que Brasil buscará novos mercados e não cederá à soberania, caso os EUA imponham tarifas e diminuam as compras de produtos brasileiros

Lula durante reunião ministerial no Palácio do Planalto; presidente criticou novas tarifas dos EUA e disse que o Brasil buscará outros mercados caso perca espaço no comércio com os norte-americanos
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  • Lula disse, em reunião no Palácio do Planalto, que o Brasil buscará novos parceiros comerciais se os EUA reduzirem compras de produtos brasileiros.
  • O presidente reagiu à proposta de novas tarifas e afirmou que o Brasil não aceitará pressões externas nem abrirá mão de sua soberania.
  • Dados do governo apontam que cerca de 21% das exportações brasileiras podem ser afetadas pelas tarifas, conforme avaliação da equipe econômica.
  • O Planalto trabalha para uma saída negociada, mantendo canais diplomáticos e buscando reversão da medida por meio do diálogo entre autoridades dos dois países.
  • Lula criticou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e disse que pretende enviar nova carta ao presidente Donald Trump contestando os argumentos da Casa Branca.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, no Palácio do Planalto, que o Brasil buscará novos parceiros comerciais caso os Estados Unidos reduzam a compra de produtos nacionais. A declaração ocorreu durante reunião com 38 ministros, em tom de defesa da soberania econômica.

Lula comentou a proposta de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros e disse que o Brasil não aceitará pressões externas. Ressaltou que o país é dono de seu destino e que poderá ampliar as exportações para outros mercados caso haja retração norte-americana.

Dados oficiais indicam que cerca de 21% das exportações brasileiras podem sofrer impactos com as tarifas, dependendo dos setores afetados. A equipe econômica acompanha os possíveis efeitos sobre a cadeia produtiva e o saldo da balança comercial.

A reunião ministerial ocorreu no Palácio do Planalto e foi a primeira semana após a reforma na articulação política do governo. O presidente cobrou maior celeridade na entrega de ações e anunciou a necessidade de alinhamento entre ministérios.

Reação e próximos passos

Lula afirmou que houve tentativas de manter o diálogo com Washington e contestou a justificativa para as tarifas. Disse ter sido pego de surpresa pela decisão norte-americana e que pretende enviar nova correspondência ao governo dos EUA.

O presidente também mencionou a cobrança de respeito à soberania nacional e reforçou o uso de canais diplomáticos. Afirmou que o Brasil não pretende entrar em conflito com os Estados Unidos, apenas exigir tratamento soberano.

A crítica interna citada por Lula foi dirigida a quem recebe apoio para prejudicar o país na disputa comercial, sem citar nomes. O presidente ressaltou que decisões unilateralistas dificultam a cooperação internacional.

Ao falar sobre a relação bilateral, Lula destacou o interesse do Brasil em multilateralismo e cooperação global estável. Assinalou ainda que o país buscará compressão em temas como minerais críticos e cooperação internacional.

O encontro desta quarta-feira também abordou a necessidade de comunicação interna entre o Planalto e os ministérios. Lula pediu maior alinhamento e informou que novas ações devem passar pela Casa Civil para evitar surpresas.

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