- O presidente Lula quer lançar uma linha de crédito para compra de motos destinada a entregadores, tema discutido em reunião entre o chefe do Executivo e ministros da área econômica na segunda-feira (1º).
- A equipe econômica deve apresentar o modelo nas próximas semanas, com o objetivo de lançamento ainda em junho, conforme confirmado pela ministra Miriam Belchior.
- O montante e as condições ainda não foram fechados; estima-se que o crédito seja inferior ao utilizado para motoristas de aplicativo, com valores previstos entre 10 mil e 20 mil reais.
- A ideia é limitar a uma compra por CPF, buscando reduzir o alcance da linha diante do maior número de motoristas por aplicativo.
- Segundo dados do IBGE, em 2024 o Brasil tinha cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalhando por meio de plataformas digitais; entre elas, entregadores representavam parcela expressiva.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer lançar uma linha de crédito para a compra de motos, destinada a entregadores. A ideia surgiu em reunião na segunda-feira entre Lula e ministros da área econômica, em Brasília. A semana deve trazer avanço nas propostas.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, confirmou que o tema será levado adiante. Segundo ela, o Move Motos, com foco em motocicletas para entregadores, terá próxima entrega prevista para as próximas semanas. O objetivo é viabilizar o financiamento ainda neste mês.
Ainda não foram definidos valores, juros ou condições. Parte das fontes aponta que o montante ficará bem abaixo dos R$ 30 bilhões destinados a motoristas de aplicativo e taxistas. A ideia é um crédito entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, possivelmente para moto, inclusive elétrica.
Um interlocutor ressaltou que o universo de trabalhadores por aplicativo é maior que o de entregadores. Dessa forma, a linha pode limitar a quantidade por CPF, restringindo a compra a um veículo por pessoa.
O diagnóstico do governo é que motos custam bem menos que carros, o que facilita a adesão. O objetivo é ampliar acesso a crédito com impacto fiscal contido, sem alterar regras do arcabouço fiscal. A equipe econômica deve apresentar o modelo ainda nas próximas semanas.
A agenda conjunta envolve Fazenda, Planejamento e MDIC, com participação do secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos. A discussão busca alinhar órgãos para apresentar uma proposta coesa ao presidente.
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