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Minerva sobe na bolsa após JPMorgan recomendar compra

JPMorgan eleva recomendação de Minerva de neutra para overweight com alvo de R$ 5,50 em dez/2027; BEEF3 avança 6,3% após recuo de 2026

Carne bovina moída (Foto: Angele J/Pexels)
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  • Quarta-feira, as ações da Minerva (BEEF3) subiram 6,29%, a R$ 3,72, às 11h25, após o JPMorgan elevar a recomendação de neutra para overweight e fixar preço-alvo de R$ 5,50 para dez/2027.
  • A leitura é contracíclica: o banco entende que boa parte das notícias negativas já está precificada, apesar de o papel ter recuado cerca de 38% no ano.
  • O JPMorgan destaca pressão da China sobre o setor, com cotas e queda estimada de cerca de 32% nos volumes de 2026 em relação a 2025.
  • Projeções de curto prazo ficaram mais conservadoras: 2026 com lucro por ação ajustado de R$ 0,60, Ebitda de cerca de R$ 4,5 bilhões e receita ~R$ 56 bilhões; 2027, lucro por ação ~R$ 1,03 e Ebitda estável em ~R$ 4,4 bilhões.
  • Principais riscos: endividamento alto (dívida líquida/Ebitda em torno de 2,8x, podendo chegar a 4,5x) e sensibilidade ao câmbio e à demanda externa por carne.

A Minerva saltou na bolsa depois que o JPMorgan elevou a recomendação dos papéis de neutra para overweight, equivalente a compra. O preço-alvo foi fixado em 5,50 reais para dezembro de 2027. O movimento ocorreu nesta quarta-feira, a partir de 11h25 (horário de Brasília), com BEEF3 em alta de 6,29%, a 3,72 reais. A elevação veio após forte correção no ano.

O banco justificou a mudança com uma leitura contracíclica, indicando que boa parte das notícias negativas já foi incorporada ao preço. Em 2026, as ações da Minerva recuaram cerca de 38% no acumulado do ano, contribuindo para uma visão mais construtiva. A avaliação considera que o risco-retorno ficou mais atrativo, mesmo diante de desafios de curto prazo.

A China é apontada como principal fator de pressão, por ser o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina. O JPMorgan destacou as novas cotas impostas pelo país asiático, que devem reduzir a participação brasileira nas importações em 2026, com queda estimada de cerca de 32% nos volumes ante o ano anterior.

No plano financeiro, o relatório revisou as projeções para o curto prazo. Para 2026, o lucro por ação (ajustado) fica estimado em 0,60 reais; para 2027, em 1,03 reais. O EBITDA ajustado deve recuar 6% em 2026, para cerca de 4,5 bilhões de reais, permanecendo estável em 2027, próximo de 4,4 bilhões. A receita líquida deve alcançar 56 bilhões em 2026, com leve recuo no ano seguinte.

A recuperação dependerá de margens, execução operacional e condições de mercado. O JPMorgan aponta que o lucro líquido pode voltar a surgir a partir de 2027, com ganhos vindos de ajustes operacionais e melhoria de margens, caso o ciclo econômico se recupere. A alavancagem permanece sob atenção, em torno de 2,8 vezes pela dívida líquida/Ebitda, com potencial de 4,5 vezes sob métricas ampliadas.

Entre os riscos, o relatório cita valorização do real, que pode reduzir o Ebitda em cerca de 6% a cada 10% de ganho cambial. Preços do gado, responsáveis por cerca de 85% dos custos, também pressionam os resultados. Demanda externa mais fraca e eventuais restrições sanitárias ou comerciais podem limitar o desempenho das ações.

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