- O governo dos EUA propõe taxar 25% dos produtos brasileiros, o que pode afetar setores industriais.
- A medida ameaça diretamente 21% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
- Setores mais expostos incluem máquinas e equipamentos industriais, plástico, calçados, madeira (esquadrias), papel cartão, ferro fundido e peixes e crustáceos.
- O Pix não está na mesa de negociação; o Brasil afirma defender a soberania e os interesses do povo.
- O Brasil mantém canais abertos com os EUA, com reuniões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a última em 28 de maio, com contatos técnicos em 29 de maio.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, detalhou nesta terça-feira (2) os impactos financeiros e os setores produtivos que podem ser atingidos caso a proposta dos EUA de taxar em 25% os produtos brasileiros seja implementada. A medida é apresentada como resposta ao relatório do USTR, divulgado na segunda-feira (1º).
O ministro informou que a decisão tarifária pode comprometer 21% do total das exportações brasileiras ao mercado norte-americano. Entre os setores mais expostos, estão máquinas e equipamentos industriais, produtos de plástico, calçados, itens de madeira como esquadrias, papel cartão, ferro fundido e pescados.
De Brasília, acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro da Fazenda, Dário Durigan, o anúncio ocorreu em meio a declarações sobre a soberania nacional e a defesa dos interesses do país, com a ressalva de que o Pix não está na pauta de negociação com os EUA.
Articulação diplomática
Márcio Rosa confirmou a continuidade de canais abertos com Washington desde a primeira reunião entre os governos, destacando que já houve pelo menos quatro encontros formais com o USTR, a mais recente em 28 de maio, com discussões técnicas na manhã de 29 de maio.
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