- A OCDE reduziu as projeções de crescimento global, estimando 3,4% em 2025, 2,8% em 2026 e 2,1% em 2027, com inflação mais alta devido à guerra no Oriente Médio.
- O conflito elevou custos e incerteza para famílias e empresas, especialmente por impactos nos preços de energia e fertilizantes.
- Se a turbulência persistir, algumas economias podem entrar em recessão; a OCDE aponta pressão contínua sobre a economia mundial.
- Estados Unidos devem crescer 2% em 2026; China, 4,5%; Índia, 6,3%; na zona do euro, 0,8% (Espanha, 2,2%; Alemanha e França, 0,7%).
- Na América Latina, Brasil sobe a 1,6%, Argentina fica em 2,8% e México cai para 1,3%; inflação média do G20 subiria a 4,0% em 2026, recuando para 3,1% em 2027.
A OCDE reduziu suas projeções de crescimento global e elevou a inflação prevista neste ano, citando os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre energia e fertilizantes. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira, 3.
Segundo o documento, uma saída gradual do conflito ampliaria a atividade global em 2025 para 3,4%, caindo a 2,8% em 2026. Se os problemas persistirem até 2027, a expansão pode ficar em 2,1%. Em março, a OCDE previa 2,9%.
O secretário-geral Mathias Cormann afirmou que o choque energético é real e grave, elevando custos e incertezas para famílias e empresas ao redor do mundo. O economista-chefe Stefano Scarpetta alertou sobre risco de recessão em várias economias.
Na prática, medidas de normalização do conflito sinalizam 2% de crescimento dos EUA em 2026, com a China em 4,5% neste ano e a Índia em 6,3%. Na zona do euro, a projeção é de 0,8%, com Espanha em 2,2%, e Alemanha e França em 0,7%.
Na América Latina, o Brasil teve alta de previsão de 1,5% para 1,6%. Argentina permanece em 2,8% e o México caiu para 1,3%. A inflação média do G20 elevou-se de 3,4% em 2025 para 4% em 2026, recuando depois para 3,1% em 2027.
Conflito no Oriente Médio
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques de Israel e EUA contra o Irã, causou volatilidade nos mercados. O fechamento do Estreito de Ormuz, pelo Irã, preocupa pela passagem de cerca de 1/5 do abastecimento global de energia.
Apesar de um cessar-fogo anunciado em abril, as negociações entre EUA e Irã seguem sem avanços. A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou abrir novas frentes e manter o estreito fechado, em resposta a ações no Líbano.
O relatório alerta que os efeitos econômicos do conflito devem perdurar, mesmo com eventual fim das hostilidades. A OCDE recomenda diversificar fontes de energia e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.
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