- Os preços do petróleo sobem pela terceira sessão, com ataques no Golfo Pérsico e menor chance de reabertura do Estreito de Ormuz.
- O rendimento do Tesouro americano de dez anos subiu para 4,487%.
- Os principais índices dos EUA mostram mix: S&P 500 cai 0,09%, Dow Jones recua 0,30% e Nasdaq avança 0,19%.
- No Brasil, Ibovespa sobe e o real fecha em queda, com o mercado debatendo a possibilidade de pausa na Selic na reunião de junho.
- Os Estados Unidos anunciaram tarifas adicionais sobre produtos de países que, segundo Washington, permitem uso de trabalho forçado, o que aumenta as preocupações inflacionárias; Lula mencionou relação com o senador Flávio Bolsonaro.
O petróleo avança pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira, impulsionado por novos ataques no Golfo Pérsico que reduzem as chances de reabertura do Estreito de Ormuz no curto prazo. A persistência de tensões no Oriente Médio reacende preocupações com a inflação global.
Os ativos de renda global oscilam com a escalada geopolítica. Em Wall Street, futuros do S&P 500 caíam pequenas frações, Dow Jones recuava e o Nasdaq operava em leve alta. O rendimento dos Treasuries de 10 anos subia, ampliando receios de aperto monetário.
No front petróleo, contratos do WTI subiam 2,24% para US$ 98,15 o barril; o Brent avançava 2,35% para US$ 95,99 o barril, em Londres. A leitura de traders aponta volatilidade aumentada diante das informações conflitantes sobre o Irã e o Estreito de Ormuz.
Contexto internacional e política monetária
Segundo a Reuters, ataques com mísseis iranianos danificaram o aeroporto do Kuwait; forças americanas atingiram alvos próximos ao Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã avançam e que o aiatolá participa das conversas.
No Brasil, o clima externo alimenta debate sobre a política monetária. Parte do mercado já projeta pausa no ciclo de cortes da Selic na reunião de junho, enquanto especialistas alertam para riscos de desancoragem das expectativas inflacionárias.
Desdobramentos econômicos e agenda
A aprovação de sobretaxas nos EUA sobre importações de países que não combatem trabalho forçado intensificou a tensão global. Pergunta que resta é se a medida é cumulativa à tarifa já prevista sobre o Brasil. Mercados aguardam esclarecimentos oficiais.
Entre os fundamentos locais, o cenário inflacionário influencia a percepção de política econômica. A equipe de Tiago Berriel, BTG Pactual, aponta que continuidade do afrouxamento pode intensificar choques e retardar uma retomada de juros mais baixos no futuro.
Na agenda, investidores acompanham o relatório ADP de emprego nos EUA e dados de produção industrial de abril no Brasil, para entender impactos sobre câmbio, juros e crescimento.
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