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Petróleo sobe mais de 2% com tensões no Oriente Médio e estoques dos EUA caem

Petróleo sobe mais de 2% diante de ataques no Oriente Médio, queda de estoques dos EUA e avanços limitados em negociações com o Irã

Petróleo sobe mais de 2% com escalada no Oriente Médio e queda dos estoques nos EUA — Foto: Alimurat Üral/Pexels
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  • O petróleo subiu mais de 2%, com Brent a US$ 98,24 por barril (agosto) e WTI a US$ 96,01 (julho), no terceiro dia de ganhos, por volta das 8h10 em Nova York.
  • A alta foi impulsionada por novos ataques no Oriente Médio e pela queda dos estoques de petróleo dos EUA na semana passada, segundo dados da indústria.
  • Relatórios indicaram ataque dos EUA à ilha de Qeshm e lançamento de mísseis do Irã em direção ao Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita; Trump disse estar otimista sobre um acordo com Teerã.
  • Do lado positivo, Israel e Hezbollah acordaram um cessar-fogo, embora haja dúvidas sobre a sua sustentabilidade.
  • Analistas, como a Jefferies, mantêm a visão de avanço rumo a um acordo, mesmo que seja uma solução paliativa para reabrir o Estreito de Ormuz.

O petróleo subiu mais de 2% nesta terça-feira, terceiro dia consecutivo de ganhos, com Brent em US$ 98,24 por barril (vigente para agosto) e WTI em US$ 96,01 (para julho), por volta das 8h10 no ICE e na Nymex. O movimento ocorre em meio a ataques no Oriente Médio e a sinais contraditórios sobre negociações de paz, além da queda dos estoques nos EUA na semana anterior.

Durante a noite, relatos apontaram um ataque dos Estados Unidos à ilha de Qeshm, enquanto o Irã lançou mísseis em direção ao Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O cenário ocorre após declarações do presidente Donald Trump de que há otimismo em relação a um acordo com Teerã. Do lado oposto, Israel e o Hezbollah teriam concordado com um cessar-fogo, ainda com dúvidas sobre a continuidade do acordo.

Dados da indústria indicaram queda nos estoques de petróleo dos EUA na última semana, contribuindo para o movimento de alta, antes da divulgação oficial dos números nesta quarta-feira. A retração de estoques costuma sustentar preços, especialmente em um contexto de tensão geopolítica.

Analistas destacam que, apesar do otimismo citado por autoridades, o caminho para um acordo duradouro segue incerto. A percepção de que avanços no diálogo podem ocorrer sustenta a expectativa de estabilização, mesmo diante de choques pontuais no fornecimento.

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