- A produção industrial subiu 0,7% em abril frente março, segundo o IBGE, quarto mês seguido de crescimento, com ganho acumulado de 4,4%.
- Em relação a abril de 2025, houve alta de 2,7%.
- O resultado ficou acima da mediana das estimativas de 23 instituições ouvidas pelo Valor Data, de alta de 0,4%.
- Analistas dizem que a atividade resiliente complica a decisão do Copom de reduzir juros no curto prazo, diante de inflação global e incertezas.
- A XP revisou a projeção de Selic para o fim do ano, subindo de 13,75% para 14%.
A produção industrial brasileira avançou 0,7% em abril ante março, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE. É o quarto mês de alta seguido, com ganho acumulado de 4,4% no período. O resultado ficou acima da mediana das estimativas de mercado.
Na comparação com abril de 2024, houve alta de 2,7%. O mercado projetava crescimento próximo de 1,7%, com estimativas que variavam entre recuo de 0,3% e alta de 2,6%. O desempenho fortalece o ritmo de recuperação da indústria, segundo analistas.
O que isso implica para a economia e o Copom? Especialistas apontam que a atividade industrial resiliente aumenta a percepção de demanda, mas persiste o desafio de reduzir juros sem perder inflação sob controle. O cenário global, com riscos de inflação internacional, complica a flexibilização monetária.
Perspectivas para a política monetária
Com Selic em patamar elevado, a deterioração do ambiente de inflação no exterior pode manter o tom cauteloso do Banco Central. Economistas avaliam que o ritmo de investimentos depende de disciplina financeira e melhoria de governança nas empresas. A indústria continua a priorizar caixa, eficiência e balanços sólidos.
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