- O grupo hoteleiro espanhol Meliá informou nesta quarta-feira (3) que deixará imediatamente de administrar, comercializar e fornecer serviços de marca para quinze hotéis em Cuba.
- A decisão é atribuída ao agravamento das condições geopolíticas, legais e econômicas na ilha.
- A medida ocorre em meio a pressões do governo dos Estados Unidos, com bloqueio de petróleo e sanções mais rígidas contra Cuba.
- A maior parte dos hotéis era gerida pela subsidiária portuguesa Ilha Bela Gestão e Turismo, que será responsável pela retirada ordenada.
- A ilha é um mercado importante para a Meliá, mas a contribuição financeira diminuiu devido a quedas no turismo, com muitos hotéis já fechados ou inativos.
O grupo hoteleiro espanhol Meliá anunciou nesta quarta-feira a retirada imediata da administração, comercialização e gestão de marca de 15 hotéis em Cuba. A medida decorre de um agravamento das condições geopolíticas, legais e econômicas na ilha. O objetivo é encerrar as operações da forma mais segura possível diante do cenário atual.
A operação envolve a subsidiária portuguesa Ilha Bela Gestão e Turismo, responsável pela gestão dos hotéis. A Meliá informou aos proprietários dos imóveis sobre a decisão em 26 de maio, com confirmação formal na data de hoje. A empresa já vinha sinalizando dificuldades para manter as operações.
Em Cuba, o ambiente externo ficou mais desfavorável com medidas de pressão dos Estados Unidos. O governo norte-americano, sob a gestão de Donald Trump, intensificou o bloqueio de petróleo e sanções para reduzir recursos no país. A notícia destaca o impacto direto no turismo cubano e nos investimentos da rede espanhola.
A Ilha Bela trabalha agora na retirada ordenada das propriedades, mantendo fornecedores e clientes informados sobre o processo. A empresa destacou que a decisão é resultado de circunstâncias fora de seu controle e que busca minimizar impactos para as partes envolvidas.
Contexto e desdobramentos
O setor de turismo cubano vem sofrendo interrupções e queda de demanda devido a apagões de energia e restrições no fornecimento de recursos. Cuba figura entre os principais mercados da Meliá, o que amplia a relevância financeira do desligamento para o grupo.
Analistas apontam que a saída pode exigir ajustes contratuais com proprietários de hotéis e parceiros locais. A retirada ocorre em meio a um ambiente de maior tensão geopolítica entre Havana e Washington e a evolução de sanções econômicas.
A empresa não informou prazos adicionais para a conclusão da retirada nem impactos sobre empregos diretamente relacionados aos hotéis sob gestão. O comunicado ressalta a continuidade de serviços aos clientes enquanto o processo é implementado.
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