Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Revisão da Selic pesada pressiona bolsa brasileira

Mercado reage a perspectiva de pausa na Selic e novo tarifaço dos EUA; Ibovespa fecha próximo de 170 mil, com dúvidas sobre a recuperação futura

Revisão pesada no cenário para a Selic provoca sangria na bolsa brasileira. E agora? — Foto: Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • Ibovespa caiu 2,22%, fechando em 170 mil pontos, menor nível desde 20 de janeiro, com semana e mês negativos em 2% e ganhos anuais recuando para 5,7%.
  • O dólar foi a R$ 5,07, alta de 1,15% no dia, com ganho de 0,5% na semana e no mês frente ao real.
  • Nova tarifa dos EUA, de até 12,5% sobre o Brasil e outros países, elevou a aversão ao risco e pressionou ações de siderúrgicas e exportadoras.
  • Expectativas de política monetária mudam o humor: bancos revisaram a Selic para cima, com BTG Pactual projetando 14,25% em 2026 e 12,50% em 2027; XP Investimentos e Barclays também ajustaram as previsões.
  • Technicamente, o mercado testa suportes próximos a 170 mil pontos, com próximos marcos em 165 mil e 154.055 pontos; a recuperação dependeria de voltar acima de 179 mil a 182.360 pontos.

O Ibovespa recuou 2,22% e fechou em 170 mil pontos, menor nível desde 20 de janeiro, após o governo dos EUA anunciar tarifas adicionais de até 12,5% sobre o Brasil, a UE e outros 58 países. O giro financeiro ficou em R$ 20,8 bilhões, acima da média.

A aposta por pausa no ciclo de cortes da Selic ganhou força entre investidores e economistas de grandes instituições. A aplicação de tarifas elevadas elevou a incerteza global e pressionou ativos ligados ao setor de siderurgia, peso no pregão de hoje.

O dólar abriu em alta, avançando 1,15% para R$ 5,07, com ganho semanal de 0,5% e queda de 7,7% no ano no câmbio local. Entre traders, cresce a percepção de que as discussões sobre cortes da Selic perderam tração diante do ambiente externo.

Analistas destacam que o cenário aponta para uma possível pausa no ciclo de queda de juros. O BTG Pactual elevou a projeção da Selic terminal para 14,25% em 2026 e 12,50% em 2027, citando sinalizações recentes do Banco Central.

A XP Investimentos e o Barclays revisaram para cima as expectativas da Selic. Em meio a esse cenário, a avaliação é de que lucros de empresas dependentes da economia doméstica devem ser afetados pela política de juros mais alta por mais tempo.

No aspecto técnico, o Ibovespa perde sustentação em suportes próximos a 170 mil pontos. Especialistas veem risco de continuidade da pressão se o índice romper esse nível com volume no curto prazo, abrindo espaço para 165 mil e 154.055 pontos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais