- O número de milionários no mundo chegou a 25,3 milhões em 2025, alta de 7,9% e quase 2 milhões a mais que em 2024.
- O patrimônio total dessas pessoas atingiu US$ 98,3 trilhões, recorde mundial, com aumento de 8,7%.
- O crescimento foi puxado pelo desempenho dos mercados de ações, com ganhos ligados à inteligência artificial.
- A riqueza permanece altamente concentrada: 1% detém 34,8% do total.
- Regiões apresentaram variações: Ásia-Pacífico (+9,4%), América do Norte (+9,1%), Europa (+6,5%), África (+4,1%), América Latina (+0,3%); Oriente Médio teve queda de 1,4%, e o grupo de super-ricos (US$ 30 milhões ou mais) soma cerca de 250 mil pessoas, alta de 9,4%.
O número de milionários no mundo atingiu novo recorde em 2025, segundo o World Wealth Report da Capgemini. A definição usada é de indivíduos com mais de US$ 1 milhão disponíveis para investimento, excluindo a residência principal. O estudo aponta crescimento contínuo da riqueza global.
Os dados mostram aumento de 7,9% no total de milionários, que passou a 25,3 milhões, e alta de 8,7% no patrimônio agregado, chegando a US$ 98,3 trilhões. A Capgemini destaca que os mercados de ações, impulsionados por ganhos ligados à IA, foram o principal motor.
A divisão regional revela alta expressiva na Ásia-Pacífico, com avanço de 9,4% e liderança de Japão e China. Na América do Norte, o número subiu 9,1%, com EUA contribuindo para mais de 736 mil novos milionários, elevando o total a 8,7 milhões.
Na Europa houve alta de 6,5%, na África 4,1% e na América Latina 0,3%. O Oriente Médio foi a única região a registrar queda, de 1,4%, influenciada pela redução nos preços do petróleo no ano anterior.
O estudo também mostra crescimento da população de super-ricos, com patrimônio líquido mínimo de US$ 30 milhões, que aumentou 9,4% para cerca de 250 mil pessoas no mundo. A Capgemini realizou 6.510 entrevistas para a construção da estimativa.
Principais números globais
O Relatório aponta que a riqueza total global cresce em meio a mudanças de cenário econômico e de juros. Os resultados refletem, ainda, o desempenho setorial, entre eles semicondutores, que impactam positivamente na África, Ásia e América.
Perfil regional
A pesquisa indica maior concentração de riqueza em determinadas áreas, com 1% dos mais ricos detendo quase um terço de toda a riqueza global, conforme a Capgemini. O relatório ressalta que o ganho não é distribuído de forma uniforme entre as regiões.
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