- A tarifa de 25% em consulta pública dos EUA pode atingir até cerca de 45% do que o Brasil exporta aos americanos, conforme o método de cálculo utilizado.
- Pelos cálculos apurados pelo Valor, o governo estima o impacto em 21% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
- Mesmo a estimativa mais branda é associada a “muito prejuízo” para os setores atingidos.
- Portavozes do governo afirmam não acreditar que a proposta vire tarifa, mas especialistas apontam que, diferente do movimento de 2025 durante a gestão de Donald Trump, é mais difícil contestar.
- Investigações em curso podem resultar em novas tarifas.
A administração dos EUA abriu, em consulta pública, a possibilidade de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida fue anunciada na segunda-feira, 1º, e pode valer para várias categorias de exportação do Brasil aos EUA.
Segundo levantamento do Valor, o impacto varia conforme o método de cálculo, podendo chegar a cerca de 45% do que o Brasil exporta ao mercado americano, dependendo da forma de estimativa adotada. O governo brasileiro apresentou a estimativa mais modesta, de 21%.
Porta-vozes do governo brasileiro afirmaram não acreditar que a proposta se transforme efetivamente em tarifas. Especialistas, porém, destacam que o atual cenário de tarifa pode ter maior dificuldade de contestação do que a tributação imposta pelo ex-presidente Donald Trump em 2025. Existem ainda investigações em andamento que podem resultar em novas tarifas.
Implicações para setores exportadores
Os setores mais expostos incluem indústria e agronegócio, com impactos possíveis na pauta de vendas externa. A análise busca mapear quais segmentos teriam maior efeito com uma tarifa de 25% e como isso pode influenciar negociações comerciais futuras.
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