- Ação coletiva pode multar Valve em até $ 900 milhões caso perca na Inglaterra; nos EUA, o pedido busca cessar práticas abusivas, como a taxa de 30% e suposta cláusula de “Platform Most Favored Nation”.
- Acusação sustenta que Valve mantém monopólio e força publishers a usar a Steam, com precificação igual ou superior em outras lojas, sob pena de penalidades.
- Documentos citam avisos de delistar jogos (incluindo Rainbow Six Siege e Middle-earth: Shadow of War) se publishers oferecerem descontos ou condições melhores em lojas concorrentes.
- A Bloomberg teve acesso a mensagens e depoimentos; uma funcionária da área de negócios teria dito que a Steam exigia paridade material para itens vendidos na loja.
- A Epic Games não comentou; Tim Sweeney, CEO da Epic, reagiu publicamente no tema, questionando se esse modelo favorece a competição e citando o caso de jogos com alta participação de mercado.
Ação coletiva contra a Valve acusa a empresa de manter monopolização no PC gaming, com penalizações a desenvolvedores que vendem jogos a preços mais baixos em lojas concorrentes. O processo tramita nos EUA desde 2021 e envolve Humble Bundle, Wolfire Games e outros desenvolvedores. A denúncia sustenta que a Valve cobra comissões de até 30% e impõe cláusulas de paridade que dificultam ofertas em outras plataformas.
Entre os argumentos, a ação aponta que a Valve aplica uma chamada cláusula de “Platform Most Favored Nation”, impedindo que publishers ofereçam preços melhores fora da Steam. Documentos do processo indicam que a prática busca favorecer a própria loja, reduzindo a competição no mercado de distribuição de jogos para PC.
Relatos do processo destacam incidentes em que funcionários da Valve teriam ameaçado remover jogos da Steam caso publishers adotassem descontos ou condições mais vantajosas em lojas rivais. Um caso citado envolve o jogo Rainbow Six Siege, que estaria sujeito a delistagem por negociações externas.
Outro exemplo envolve o título Middle‑earth: Shadow of War, com alegações de pressão da empresa para manter a paridade de condições entre a Steam e outras plataformas concorrentes. Documentos demonstram comunicações internas que reforçam esse argumento, segundo a imprensa.
A Bloomberg acompanhou os documentos do caso e também menciona que a Epic Games não comentou o relatório e não integra a ação contra a Valve. A reportagem ressalta que a Epic tem disputas com a Apple e o Google, além de competir com a Steam em PC.
Em resposta, a Valve e o fundador Gabe Newell negam veementemente a existência de uma cláusula de políticas obrigatórias. Os argumentos contrários incluem alegação de que não há regras formais, conforme depoimentos de executivos, e destacam-se mensagens internas questionando a clareza dessas políticas.
O processo pode ter desdobramentos no Reino Unido, onde outra ação semelhante tramita. Caso a Valve seja condenada, a multa pode chegar a até 900 milhões de dólares para membros da ação coletiva, incluindo consumidores do Reino Unido. Nos EUA, o pleito busca cessar práticas consideradas abusivas e reparação financeira aos compradores.
Atualizações recentes indicam preocupação com confidencialidade de documentos e pedidos de ocultação de informações. O andamento sugere que, independentemente do resultado, mudanças regulatórias ou comerciais não devem ocorrer rapidamente. Fontes: investigação da Bloomberg sobre o caso.
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