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Be8 utiliza corrida de caminhões para viabilizar biodiesel sem troca de motor

Be8 usa a Copa Truck como laboratório do BeVant, biodiesel compatível com qualquer motor a diesel em 100%, com redução de emissões de até 99%

Etapa da Copa Truck (Be8/Divulgação)
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  • A Copa Truck funciona como laboratório para a Be8 testar o BeVant, biodiesel de soja, que pode ser usado em qualquer motor a diesel sem alterações, abastecendo toda a frota da competição sob exclusividade.
  • O BeVant é composto por transesterificação, diferindo do HVO; teoricamente reduz emissões de material particulado e permite uso “um para um” em até 100% no motor.
  • A empresa afirma que o BeVant fica entre 5% e 10% mais caro que o diesel fóssil em condições normais de mercado, com possibilidade de margens diferentes diante de oscilações de preço internacional do petróleo.
  • O modelo de venda é B2B: o biodiesel é vendido diretamente a frotas e empresas com metas de descarbonização, sem distribuição em postos de combustível comuns; o BeVant já está no mercado há dois anos e tem crescimento acelerado nas vendas.
  • Em Interlagos, 31 de maio, houve cerca de quarenta e cinco mil pessoas e aproximadamente quinze milhões de reais movimentados; a temporada prevê nove etapas e expectativa de duzentos mil espectadores.

A Be8 já tem a Copa Truck como laboratório de validação do BeVant, biodiesel derivado de soja. Nas três primeiras etapas de 2026, os caminhões da competição registraram tempos de volta até dois segundos mais rápidos, segundo a empresa gaúcha. O BeVant abastece toda a frota com exclusividade, funcionando como vitrine e campo de testes em condições extremas.

A Be8 vê no evento uma oportunidade de demonstrar que o combustível pode ir além das exigências do mercado. Camilo Adas, diretor de transição energética, afirma que a pista serve para entender aplicações reais do produto, não apenas o uso de marketing. O BeVant é produzido por transesterificação, diferente do HVO, método que demanda equipamentos mais caros.

BeVant: tecnologia e custo

O HVO, segundo Adas, envolve custos industriais maiores e enfrenta competição com o SAF, utilizado em aviação, que tem maior valor de commodity no mercado internacional. No Brasil, Adas afirma que a viabilidade comercial do HVO é baixa, o que favorece o BeVant em termos de custo relativo, ainda que o preço possa oscilar conforme o cenário geopolítico.

A Be8 sustenta que o BeVant pode substituir o diesel em qualquer motor a ciclo diesel, em até 100% e sem modificações no veículo. A empresa diz que o combustível reduz emissões de material particulado e, no conceito do tanque à roda, haveria até 99% de redução de gases de efeito estufa em comparação ao diesel fóssil.

Mercado e aplicação

A estratégia da Be8 é B2B: venda direta para frotas e empresas com metas de descarbonização, sem distribuição em postos comuns. Hoje, o biodiesel padrão da empresa tem participação de cerca de 15% no mercado de B15. O produto já está no mercado há dois anos, com crescimento expressivo de vendas no último exercício, segundo a empresa.

Entre clientes-alvo estão frotas de caminhões, ônibus, máquinas agrícolas, embarcações e geradores, setores que dependem fortemente de diesel. A Be8 não divulgou volumes ou receitas, mantendo o foco em estratégias de descarbonização para frotas corporativas. As relações com a Copa Truck, segundo a empresa, visam ampliar a compreensão prática sobre incorporação do combustível.

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