- a Blackstone limitou saques do seu principal fundo de crédito privado, o Blackstone Private Credit Fund, que soma setenta e nove bilhões de dólares, devido ao aumento de pedidos de resgate no segundo trimestre.
- os resgates chegaram a dez por cento das ações na oferta de recompra do segundo trimestre, frente setecentos e nove por cento no trimestre anterior, levando ao ajuste para cinco por cento do valor das ações.
- no começo deste ano, investidor retirou mais dinheiro do que colocou, fato inédito para a classe de crédito privado.
- a Blackstone reuniu recursos para atender a todos os pedidos de resgate e explicou que os limites substituem o acesso imediato ao capital pela perspectiva de melhores retornos no longo prazo.
- analistas apoiaram a medida para reduzir o risco de vendas forçadas de ativos, enquanto a empresa afirmou que o calendário de amortização está alinhado ao ciclo esperado dos investimentos.
A Blackstone limitou os saques do seu principal fundo de crédito privado diante do aumento de pedidos de resgate no segundo trimestre. A medida foi anunciada pela gestora, que informou ter adotado o teto de 5% das ações, em linha com a prática do setor para veículos desse tipo.
O movimento ocorreu após investidores terem retirado 10% das ações na oferta de recompra do second quarter, frente a 7,9% no período anterior. O BCRED, com patrimônio de cerca de US$ 79 bilhões, passou a restringir as retiradas para evitar pressões de venda de ativos.
A empresa disse que as retiradas haviam superado o nível que havia sido considerado sustentável, levando à decisão de limitar as saídas. Em funcionamento desde o trimestre anterior, o BCRED não tinha aplicado o teto de 5% até então, buscando atender a todos os pedidos de recompra.
A Blackstone, junto com alguns funcionários, reuniu recursos para cumprir os resgates. A justificativa apresentada é que a limitação substitui o acesso imediato ao capital pela possibilidade de manter melhor desempenho a longo prazo.
Segundo a gestora, a estrutura do BCRED é central para que investidores aceitem reduzir liquidez em troca de potenciais ganhos de longo prazo. As BDCs, nesse formato, costumam recomprar ações trimestralmente, mesmo fora de bolsas.
Analistas apoiaram a decisão de impor o limite de 5% para reduzir o risco de venda forçada de ativos. A Blackstone argumenta que o calendário de amortização acompanha o ciclo de investimentos e preserva capital para oportunidades de mercado.
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