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Bolsas de NY operam sem consenso após impasse sobre cessar-fogo Israel-Líbano

Mercados de Nova York operam sem consenso após impasse sobre cessar-fogo entre Israel e Líbano; Hezbollah rejeita plano e Israel não se retira

Bolsas de Nova York operam sem consenso após impasse sobre cessar-fogo entre Israel e Líbano — Foto: Getty Images
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  • As bolsas de Nova York abriram sem consenso: Dow Jones subiu 0,95%, S&P 500 caiu 0,37% e Nasdaq recuou 1,04%.
  • O mercado acompanha a notícia de cessar-fogo entre Israel e Líbano; Hezbollah disse ter rejeitado o plano, enquanto Israel manteve ataques no sul do Líbano.
  • O petróleo tipo Brent caiu 2,7%, negociado a US$ 95,25 por barril.
  • O setor de semicondutores liderou as quedas, com Broadcom, Micron Technology e Marvell Technology em baixa; Broadcom caiu 14% após resultados fracos.
  • O governo dos EUA valoriza negociação com o Irã, e Trump aparece relutante em retomar conflito; o Interesse é manter as negociações. O calendário aponta o relatório de empregos payroll nos EUA para sexta-feira.

Os índices de Wall Street abriram sem consenso nesta quinta-feira (4). O Dow Jones avançou 0,95%, enquanto o S&P 500 caiu 0,37% e o Nasdaq perdeu 1,04%. O pregão ocorreu em dia de feriado no Brasil, com atenção voltada aos estímulos e tensões no Oriente Médio.

Pelo radar global, circula a expectativa de um acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano, intermediado pelos EUA. A notícia elevou as incertezas, pois o acordo pode influenciar negociações entre Washington e Teerã. O Brent caiu 2,7%, para US$ 95,25 por barril.

Terceiro entre os destaques, o cenário tecnológico registrou queda. Broadcom, Micron Technology e Marvell lideraram as perdas entre as ações de semicondutores, após resultados que ficaram aquém do esperado. A Broadcom caiu cerca de 14%.

Cessar-fogo entre Israel e governo do Líbano

Segundo a Reuters, o Hezbollah rejeitou o plano de cessar-fogo, enquanto Israel manteve os ataques no sul do Líbano e afirmou que não se retiraria da região. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, classificou a proposta como vergonhosa e afirmou que a resistência persistirá enquanto durar a ocupação.

A declaração ocorreu em meio a divergências sobre o caminho para a desescalada. O Hezbollah não participa das negociações, dificultando a adesão a um acordo amplo. A reação palestino-libanesa é acompanhada por declarações de Washington sobre um roteiro para a estabilidade regional.

Contexto regional e impactos

O Irã condiciona o encerramento do conflito aos ataques contra seu aliado serem interrompidos. A agência Tasnim chegou a afirmar, por meio de canais oficiais, que não haveria diálogo até que Israel se retire das áreas ocupadas no Líbano e pare ataques na Faixa de Gaza.

Essa dinâmica alimenta a volatilidade de mercados e a expectativa de negociações futuras entre EUA, Irã e aliados regionais. Analistas destacam que o desfecho pode influenciar fluxos de petróleo e sinais de política monetária nos próximos meses.

Agenda da semana

Na sexta-feira, o Payroll dos EUA, relatório oficial de empregos do país, será divulgado pelo Bureau of Labor Statistics. Economistas projetam geração de novas vagas, reforçando a leitura de resiliência da demanda por trabalho.

Especialistas apontam que um mercado de trabalho aquecido pode acelerar decisões do Federal Reserve. Caso se confirme a criação de cerca de 150 mil postos, o Fed pode manter cautela, com possíveis impactos sobre a inflação e o ritmo de aperto monetário.

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