- O Ministério de Minas e Energia confirmou o primeiro leilão de baterias da história do Brasil para dezembro de 2026, com participação do ministro Alexandre Silveira.
- O certame pode movimentar mais de R$ 10 bilhões em investimentos e contratar cerca de 2 gigawatts de capacidade de armazenamento.
- Os projetos vencedores terão contratos de quinze anos, entram em operação até agosto de 2028 e serão despachados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
- O leilão será dividido em dois pregões: segundo a portaria, o primeiro, em 2 de dezembro, terá critérios de conteúdo local; o segundo, em 4 de dezembro, será aberto.
- A iniciativa busca aumentar a flexibilidade e a confiabilidade do sistema elétrico, estimulando produção nacional e participação de fabricantes, com foco em reduzir déficits de potência previstos a partir de 2027.
O Ministério de Minas e Energia confirmou o primeiro leilão de baterias da história do Brasil para dezembro de 2026. O objetivo é contratar cerca de 2 GW de capacidade de armazenamento e movimentar mais de R$ 10 bilhões em investimentos, segundo a portaria publicada pelo governo.
A divulgação foi feita pelo ministro Alexandre Silveira. O certame visa ampliar a flexibilidade da matriz elétrica, complementando a expansão de geração solar e eólica e reduzindo a vulnerabilidade a variações climáticas. Projetos vencedores assinam contratos de 15 anos e entram em operação até agosto de 2028.
O leilão inaugura o uso de baterias de grande escala (BESS) para armazenar energia excedente em horários de baixa demanda e devolvê-la quando há pico de consumo. A estratégia busca melhorias na estabilidade do sistema elétrico e redução de apagões.
A diferença em relação a ciclos anteriores está na aposta pela infraestrutura de armazenamento como elemento central da transição. A energia armazenada pode ser utilizada para enfrentar indisponibilidades de geração, especialmente de fontes renováveis.
O governo dividirá a contratação em dois leilões. O primeiro, em 2 de dezembro, priorizará conteúdo local nos equipamentos. O segundo, em 4 de dezembro, terá competição aberta para ampliar participação e eficiência.
O foco também é incentivar produção nacional. Empresas como WEG e Moura são citadas como potenciais beneficiárias, com atuação crescente em soluções de armazenamento e eletrificação. A competição deve envolver geradoras, transmissoras, fabricantes e fundos de investimento.
Especialistas veem o leilão como marco similar aos ciclos passados de expansão renovável, mas com ênfase em confiabilidade e flexibilidade do sistema. A análise aponta que o desenho regulatório oferece previsibilidade para investidores e robustez para o planejamento elétrico.
A ABSAE, que representa o setor, vê a publicação das diretrizes como avanço histórico. A entidade destaca que o armazenamento passa a integrar o planejamento da expansão da rede, fortalecendo a segurança do sistema interligado.
O ONS já havia alertado sobre potenciais déficits de potência a partir de 2027. O novo leilão é visto como uma resposta estratégica para que a transição energética conte com disponibilidade suficiente de energia em momentos de maior demanda.
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