- Braskem planeja iniciar uma reestruturação extrajudicial de dívida antes dos pagamentos programados para julho, com extensão de vencimentos, redução de cupons e mais períodos de carência; não haverá injeção de capital nem troca de dívida por ações.
- A empresa busca apoio de credores para dar início ao processo assim que obtiver suporte de detentores de um terço da dívida; a medida pode permitir uma suspensão de noventa dias nos pagamentos.
- A transferência da participação de controle da Braskem para IG4 Capital e Petrobras abriu caminho para uma votação de acionistas em oito de junho sobre novos conselheiros e eventual equipe de gestão.
- Nir Lander deve manter posição na direção; IG4 deve indicar Helcio Tokeshi como CEO e Carlos Brandão como CFO, compondo uma chapa para a gestão.
- Braskem Idesa, subsidiária mexicana, permanece sob negociação com a Pemex após atrasos em pagamentos, enquanto a controladora avalia estratégias para manter o controle e renegociar contratos.
Braskem planeja reestruturar dívida após a IG4 assumir participação da Novonor, segundo pessoas familiarizadas com o tema. Secretarias trabalham em um plano que pode incluir prazos estendidos, redução de cupons e mais períodos de carência. A empresa também avalia reformulação na liderança.
Segundo as fontes, o plano não prevê injeção de capital nem diluição de participação por meio de conversão de dívida em ações. A partir de julho, a Braskem busca apoio dos credores para iniciar a reestruturação extrajudicial, caso haja acordo prévio.
A transferência do controle da Braskem, ocorrida na quarta-feira, levou a participação da IG4 Capital, que passa a dividir o controle com a Petrobras. A operação envolve ainda a Braskem Idesa, subsidiária mexicana, que enfrenta renegociação de contratos com a Pemex.
A Braskem tenta manter sob seu controle a Braskem Idesa, em conjunto com a empresa mexicana Idesa. A Braskem Idesa negocia com a Pemex após suspender parte dos pagamentos da dívida vigente.
A controladora brasileira pode solicitar uma reestruturação extrajudicial assim que obtiver apoio de credores que representem um terço da dívida. Com esse nível, a empresa pode obter suspensão de 90 dias para pagamentos.
Durante o período de 90 dias, a Braskem buscaria apoio de credores que representam a maioria da dívida para aprovar o plano de reestruturação. A possibilidade de entrada com medida cautelar judicial também está em avaliação por algumas pessoas próximas ao tema.
Entre as mudanças em análise, a Braskem já planeja uma reformulação da liderança assim que a mudança de acionistas for consolidada. A votação de conselheiros está marcada para 8 de junho, com sinal verde para uma nova equipe de gestão.
Nir Lander manterá posição entre os executivos, conforme informações de fontes. Ele supervisiona recursos humanos, comunicações e cadeia de suprimentos. A IG4 deve indicar Helcio Tokeshi como CEO e Carlos Brandão como CFO.
A Petrobras já havia indicado duas das quatro escolhas de executivos para a Braskem. Raphael Campos foi nomeado chefe de operações e Carlos Platcha atuará como diretor de mercados de consumo e logística.
Na próxima segunda-feira, os acionistas devem aprovar conselheiros apoiados pela IG4 e uma chapa de candidatos da Petrobras, incluindo a CEO Magda Chambriard como presidente do conselho. Os nomes da IG4 incluem Hélio Novaes, Octavio Lopes, Luciano Coutinho, Walter Susini e María Letícia Costa.
A Braskem não respondeu de imediato a pedidos de comentário. O processo de reestruturação ocorre em meio a desafios setoriais, crise de caixa da Braskem Idesa e histórico de perdas de grau de investimento.
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