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Carreiras em T: menos vagas júnior elevam procura por multidisciplinares

Com equipes enxutas e IA, vagas júnior diminuem, e empresas valorizam profissionais em T: profundos em uma área, atuando em várias frentes

Carreira em T: profissionais técnicos e com habilidades generalistas — Foto: Unsplah/Arte Época Negócios
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  • Empresas com equipes enxutas e menos vagas júnior buscam profissionais que combinem profundidade técnica com atuação multidisciplinar, ou seja, a carreira em T.
  • O conceito nasceu na McKinsey nos anos 1990 e ganhou destaque com a IDEO em 2005; hoje volta à tona com a expansão da IA.
  • Segundo o estudo Talent Trends 2026 da Michael Page, 57% dos gestores brasileiros veem a escassez de habilidades como principal desafio de contratação, e 21% valorizam adaptabilidade acima da formação.
  • Exemplos: WideLabs incentiva colaboradores a atuarem em várias frentes, e a Red Hat afirma que é preciso conhecer o todo e entender o negócio, além da especialização técnica.
  • A demanda exige aprendizado rápido, domínio de várias disciplinas técnicas e visão de negócio; a IA tende a absorver tarefas repetitivas, elevando o valor de profissionais plenos e seniores.

Com equipes menores e menos vagas para níveis júnior, as empresas passaram a buscar profissionais capazes de entregar múltiplas frentes. O modelo em T ganha força ao combinar conhecimento técnico profundo com atuação generalista em negócios.

O conceito, originado na década de 1990 e associado à McKinsey, ganhou projeção em 2005 com Tim Brown, da IDEO. Hoje, ele volta à tona na pauta da IA e do futuro do trabalho.

Segundo Lucas Oggiam, da Michael Page, a carreira em T privilegia habilidades, não a hierarquia. Diferente do modelo em Y, o T soma profundidade técnica e capacidade de transitar por áreas como vendas e finanças.

Profissionais técnicos são procurados para resolver problemas amplos, inclusive tarefas antes de jovens, agora suportadas por IA, conforme o estudo Talent Trends 2026. A escassez de habilidades é apontada por 57% dos gestores no Brasil.

A pesquisa mostra ainda que 21% dos recrutadores valorizam adaptabilidade e atuação multidisciplinar acima de formação acadêmica ou histórico profissional. O panorama não é restrito à tecnologia.

A WideLabs, de infraestrutura e IA, incentiva colaboradores a serem donos dos produtos, acompanhando desde a construção até o impacto financeiro e o mercado. Um exemplo: uma funcionária atua em UI, vídeos e redes sociais.

Na Red Hat, a estratégia de equipes enfatiza especialização combinada com visão global do negócio. A CTO Andrea Cavallari cita evolução de infraestrutura para nuvem e hiperescala como evidência da necessidade de entender o todo.

Para Cavallari, a complexidade aumentou com tecnologia variada e equipes menores. O profissional precisa aprender rápido, dominar várias disciplinas e manter foco no negócio e nos custos.

Ela atribui à IA o papel de ampliar a régua de qualificação: atividades repetitivas de entrada já ganham apoio tecnológico, elevando demanda por profissionais plenos e seniores para validar e decidir.

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