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Especialista: EUA têm objetivo de apenas tarifar o Brasil

Mercado reage à ameaça de tarifa dos EUA; Ibovespa cai 2,2%, dólar sobe a 5,6 reais, com possível tarifa de até 37,5% em produtos brasileiros

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  • Ibovespa caiu 2,2%, fechando no menor patamar desde 20 de janeiro.
  • O dólar subiu cerca de 1%, cotado em aproximadamente R$ 5,60.
  • A taxa de 25% já existente (seção 301) pode se somar a tarifas por trabalho escravo de 12,5%, elevando potenciais tributos a até 37,5% para alguns produtos brasileiros.
  • As bolsas internacionais também recuaram, refletindo tensões no Oriente Médio.
  • Economista afirma que o objetivo é tarifar e destaca a grande imprevisibilidade das exceções.

Em meio à possibilidade de um novo tarifamento dos EUA sobre produtos brasileiros, a bolsa brasileira fechou em queda expressiva nesta quarta-feira (3). O Ibovespa recuou 2,2%, alcançando o menor patamar desde 20 de janeiro deste ano. A cautela no mercado acompanha as sinalizações de tarifas e as pressões externas.

A tensão se intensifica após as ameaças de Donald Trump em relação a barreiras comerciais. A expectativa de novas tarifas prejudica investidores e eleva a volatilidade, refletindo também nas bolsas norte-americanas, que fecharam em baixa diante da instabilidade no Oriente Médio.

O dólar avançou cerca de 1%, chegando a R$ 5,60. Analistas destacam que a combinação de tarifas já existentes com novas cobranças pode ampliar a incerteza para operações de comércio exterior e fluxos de capital.

Conforme informou o Conexão Record News, o economista Ricardo Buso explicou que já havia uma taxação de 25% em determinada seção e que a inclusão de tarifas sobre itens com mão de obra escrava elevaria o imposto efetivo a até 37,5% para alguns produtos brasileiros. A previsibilidade caiu, dificultando estratégias de mercado.

É visto que, na prática, as medidas apontadas têm o objetivo de pressionar o Brasil por meio de tarifas adicionais. A justificativa atribuída pelos técnicos norte-americanos envolve disputas comerciais, com críticas a irregularidades na cadeia produtiva. O mercado acompanha o desenrolar das negociações e o impacto sobre exportações brasileiras.

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