- O Nobel de Economia de 2010, Christopher Pissarides, diz que pessoas são mais produtivas com menos carga horária diária e semanal.
- A redução da escala de trabalho deve ser discutida com o setor privado, não imposta pelo governo.
- Ele contesta a ideia de que reduzir a jornada provoque inflação, dizendo que os efeitos dependem de várias condições econômicas.
- Pissarides é contra o modelo de remuneração por hora trabalhada, que transfere risco do negócio para o trabalhador.
- A negociação de contratos deve ocorrer de forma coletiva por sindicatos para a maioria dos trabalhadores; para vagas seniores e cargos de gestão, pode ocorrer negociação individual.
O Nobel de Economia de 2010, Christopher Pissarides, afirmou que as pessoas são mais produtivas quando a carga horária diária e semanal é reduzida. A declaração foi feita durante a entrevista do programa Capital Insights, fruto da parceria entre Broadcast e CNN Brasil Money.
Pissarides destacou que a redução da escala de trabalho é uma mudança que deve ser discutida com o setor privado, e não imposta pelo governo. Segundo ele, o diálogo entre empresas e trabalhadores é fundamental para avaliar impactos na economia.
O pesquisador, referência mundial em mercado de trabalho, negou que a redução da carga horária, como aprovada pelo Congresso Nacional, provoque inflação de forma automática. Ele lembrou que efeitos dependem de condições econômicas específicas de cada país.
O economista também criticou o modelo de remuneração por hora trabalhada, alegando que transfere o risco do negócio para o trabalhador. A seu ver, o risco pertence à empresa, não ao empregado. A negociação deve ocorrer de forma coletiva, por sindicatos, para a massa de trabalhadores.
Para cargos seniores, funções de gerência e similar, Pissarides afirmou que as negociações podem ocorrer individualmente, prática já adotada em várias situações. No entanto, reiterou que a regra geral é pela negociação coletiva para a maioria dos trabalhadores.
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