- Em 2025, o número de milionários em dólares no mundo chegou a 25,3 milhões, com patrimônio investível mínimo de 1 milhão de dólares.
- A riqueza total desses indivíduos atingiu 98,3 trilhões de dólares, pico histórico e superior ao PIB das 20 maiores economias em 2024.
- O ano mostrou aumento de quase oito por cento em comparação com 2024, com ganho global de cerca de 9% na riqueza dos mais ricos.
- EUA, Japão, Alemanha e China concentram quase dois terços dos milionários; EUA tem 8,7 milhões, com alta de 736 mil, e Japão soma 436 mil a mais; Alemanha alcança cerca de 1,78 milhão.
- A Ásia-Pacífico liderou o ritmo de expansão, com riqueza elevada em 10% e número de milionários 9%; semicondutores impulsionaram ganhos, principalmente no Japão e na China.
Ao fim de 2025, o mundo atingiu um novo recorde de milionários em dólares. Segundo a consultoria Capgemini, 25,3 milhões de pessoas tinham patrimônio investível de pelo menos 1 milhão de dólares.
O incremento foi de quase 8% em relação a 2024, somando quase 2 milhões de brasileiros que entraram no grupo. A riqueza total desses indivíduos chegou a 98,3 trilhões de dólares, patamar histórico.
O informe aponta que o maior crescimento ocorreu com o desempenho robusto dos mercados acionários e a desaceleração da inflação, impulsionando a formação de riqueza globalmente.
Países com maior concentração de milionários
Os Estados Unidos, Japão, Alemanha e China concentram quase dois terços dos milionários. Os EUA sozinhos ganharam 736 mil novos milionários, totalizando 8,7 milhões.
O Japão teve aumento de 436 mil milionários, enquanto a Alemanha registrou cerca de 1,78 milhão de pessoas com patrimônio investível mínimo de 1 milhão de dólares, 11% a mais que em 2024.
Dinâmica regional e setores-chave
A Ásia-Pacífico registrou o maior dinamismo, com crescimento de 10% no patrimônio e 9% no número de milionários. A demanda por semicondutores elevou os ganhos, especialmente no Japão e na China.
Na Europa, o crescimento retomou, chegando a 6% no total de milionários. Luxemburgo destacou-se com alta de 13%, enquanto França e Reino Unido tiveram avanços mais modestos.
Na América Latina, incertezas comerciais frearam a evolução patrimonial; no Oriente Médio houve leve recuo, influenciado pela queda dos preços do petróleo e tensões regionais.
Segmentos de alta renda e distribuição de riqueza
O grupo dos super-ricos, com patrimônio investível de 30 milhões de dólares ou mais, cresceu 9,4%, totalizando cerca de 250 mil pessoas. Seu patrimônio também avançou quase 10%.
Apesar da expansão, a concentração de riqueza permanece acentuada: o 1% mais rico do universo analisado controla 34,8% de todo o patrimônio.
Observações metodológicas
O estudo considera ações, títulos, investimentos alternativos, caixa e imóveis não residenciais. Bens de arte e itens de consumo, como joias, ficam de fora.
A Capgemini baseia-se em pesquisas com 6.510 indivíduos ricos em 27 mercados, 144 gestoras de patrimônio e 1.317 assessores de clientes.
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