- Em dois mil e vinte e três, a construtora paranaense Elevação investiu 90 milhões de reais em frota própria para evitar gargalo de equipamentos, em vez de depender de aluguel.
- Em dois mil e vinte e cinco, a receita da empresa atingiu 560 milhões de reais, com dívida líquida de 26 milhões de reais, abaixo de cinco por cento da receita.
- A privatização da Sabesp, anunciada em dois mil e vinte e quatro, acelerou o crescimento da Elevação, que hoje tem cinco negócios com a estatal, incluindo obra própria, consórcios e aluguel de ativos.
- O contrato de maior valor é o retrofit da estação de tratamento de esgoto de Barueri, de 1,4 bilhão de reais, realizado em consórcio; há outra obra solo em Ilhabela.
- Nos próximos cinco anos, a empresa aposta em saneamento e óleo e gás para sustentar o crescimento, acompanhando possíveis oportunidades como a privatização da Copasa e projetos de NTS, Gasmig e Bahiagás.
A construtora paranaense Elevação dobrou de faturamento em 2025, chegando a 560 milhões de reais. A virada veio após decidir, em 2023, investir em frota própria de máquinas no valor de 90 milhões de reais, em vez de alugar conforme a obra surgia. O resultado foi menor endividamento e mais agilidade.
A Sabesp, antiga cliente da Elevação, foi o principal motor dessa expansão. A privatização da estatal paulista em 2024 abriu espaço para novos contratos, com cinco negócios ativos entre consórcios, obra própria e aluguel de ativos.
A aposta que evitou o gargalo
Hoje, o maior contrato é o retrofit da estação de Barueri, no projeto Integra Tietê, avaliado em 1,4 bilhão de reais e em andamento por meio de consórcio. Eduardo Feldmann, CFO da Elevação, indica que a privatização da Sabesp foi o divisor de águas.
A empresa mantém outra frente relevante: a obra própria em Ilhabela e dois investimentos de aluguel para a Sabesp. A receita aumentou e a Elevação passou a ocupar a 8ª posição no Ranking da Engenharia Brasileira. O portfólio soma ainda cerca de 800 milhões de reais em óleo e gás.
O caminho para os próximos anos
Para os próximos cinco anos, saneamento e óleo e gás devem sustentar o crescimento. No saneamento, a possível privatização da Copasa é monitorada. No óleo e gás, há contratos em andamento com NTS, Gasmig e Bahiagás, que podem ampliar a carteira.
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