- O Acredita Sebrae já viabilizou mais de R$ 14 bilhões em crédito para microempresas desde 2024, segundo Valdir Oliveira, gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional.
- O Germina Sebrae é um fundo de capital de risco para startups; lançado com R$ 100 milhões pelo Sebrae, com aporte adicional do Sebrae São Paulo, buscando chegar a R$ 500 bilhões e atuar como maior fundo da América Latina nesse ramo. Já houve aporte a 17 startups em três fundos operando.
- O Acredita Sebrae prioriza crédito assistido, evitando o endividamento desproporcional e oferecendo a linha mais adequada às necessidades do negócio.
- Sobre o BRB, Oliveira ressalta que a discussão deve ficar entre banco público e sistema financeiro, citando problemas de liquidez e de patrimônio, além de investigações da Polícia Federal sobre desvios.
- Em síntese, o Sebrae atua com crédito direcionado para microempreendedores e com capital de risco para startups, buscando ampliar acesso a recursos e apoiar o crescimento sustentável.
O programa CB.Poder, parceria entre Correio Braziliense e TV Brasília, debateu nesta quarta-feira (3/6) os programas de acesso ao crédito do Sebrae para microempresas e startups. O convidado foi Valdir Oliveira, gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, que explicou o funcionamento do Acredita Sebrae e do Fundo Germina. A entrevista também abordou a crise no Banco de Brasília (BRB).
Oliveira ressaltou que o Acredita Sebrae adota uma abordagem diferente do crédito tradicional, tratando o crédito como um remédio. A ideia é fornecer a dosagem certa, evitando o endividamento desnecessário e o impacto negativo sobre a sustentabilidade do negócio. O crédito é ofertado de forma assistida, alinhado à necessidade real do empreendedor.
O Acredita Sebrae incentiva que o empreendedor escolha a linha mais adequada ao seu negócio, evitando decisões precipitadas. Segundo o gerente, muitos empresários recebem ofertas de crédito sem avaliar a real necessidade, o que pode elevar o endividamento.
Sobre o Germina Sebrae, Oliveira explicou que o fundo de capital de risco difere do crédito tradicional. Startups recebem recursos não apenas como empréstimos, mas como participação na empresa, com foco em soluções rápidas para problemas reais. O Sebrae iniciou o Germina com R$ 100 milhões, somando aportes do Sebrae São Paulo, e planeja ampliar o volume para chegar a R$ 500 bilhões. Ao todo, três fundos já operam com 17 startups apoiadas.
O gerente abordou a diferença entre crédito para negócios estáveis e investimento em startups, destacando a necessidade de apoio institucional para o erro estratégico típico de esse último conjunto. Ele enfatizou que o objetivo é fomentar o ecossistema de inovação com capital de risco por meio de fundos especializados.
Ao comentar o BRB, Oliveira pediu a separação entre o banco público e o sistema financeiro. Dois problemas, segundo ele, afetam o BRB: liquidez e patrimônio. A falta de liquidez decorre da diferença entre recursos captados e emprestados, enquanto o desfalque patrimonial estaria ligado a investimentos considerados inadequados, alvo de apuração policial.
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