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Trabalhadores valorizam salário e estabilidade mais que flexibilidade, diz CNI

Salário e estabilidade lideram a busca por emprego; 43% não sabem onde estarão em cinco anos, aponta Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Emprego formal foi apontado por 36,3% das pessoas como o tipo de oportunidade mais atrativa
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  • A CNI ouviu 2.008 pessoas em outubro de 2025 e aponta salário (28,7%), estabilidade no emprego (22,4%), perspectiva de crescimento na carreira (20,1%) e flexibilidade de horário (19,3%) como os principais motivos para escolher uma ocupação.
  • Mesmo com novas modalidades, atributos como trabalhar de casa (15,9%) e jornada de trabalho reduzida (9,8%) têm peso menor do que o emprego com carteira assinada.
  • 43% dos brasileiros não sabem em qual ocupação se veem daqui a cinco anos; o índice de incerteza é maior entre a população mais velha.
  • 13,9% desejam abrir o próprio negócio nos próximos cinco anos, com foco em autônomo, varejo e serviços de baixa complexidade.
  • Entre quem buscou trabalho recentemente, 36,3% consideram o emprego formal pela CLT o tipo de oportunidade mais atrativo; a falta de vagas com boas condições é apontada por 22% como maior obstáculo.

O salário e a estabilidade no emprego aparecem como os principais fatores valorizados pelos brasileiros na busca por trabalho. O levantamento foi divulgado pela CNI e ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais, em 26 estados e no Distrito Federal, entre 10 e 15 de outubro de 2025.

Entre os fatores apontados, 28,7% destacaram o salário como diferencial, seguido por estabilidade no emprego (22,4%), perspectiva de crescimento na carreira (20,1%) e flexibilidade de horário (19,3%). A possibilidade de trabalhar de casa apareceu com 15,9% e jornadas mais curtas com 9,8%.

Mesmo com as mudanças associadas a novas modalidades de trabalho, atributos tradicionais seguem influentes, especialmente para empregos com carteira assinada, segundo Claudia Perdigão, especialista da CNI. A pesquisa indica que o modelo CLT ainda é visto como referência por boa parte dos trabalhadores.

Futuro incerto

O levantamento aponta que 43% dos brasileiros não sabem dizer em qual ocupação se veem daqui a cinco anos. Esse índice de incerteza é maior entre a população mais velha, conforme a especialista da CNI. A explicação envolve avanços tecnológicos e a adaptação necessária aos novos cenários de trabalho.

A pesquisa também revela interesse em empreender: 13,9% dos entrevistados desejam abrir o próprio negócio nos próximos cinco anos. Os setores com maior destaque são atividades autônomas, comércio varejista e serviços de baixa complexidade, como salões, bares e restaurantes.

Preferência pela CLT

Entre quem já estava empregado e buscou novas oportunidades no mês anterior, o emprego formal sob regime CLT foi apontado por 36,3% como o tipo mais atrativo. Em contrapartida, apenas 10% consideraram atrativas as vagas de trabalho autônomo em plataformas digitais, como motoristas ou entregadores de apps.

Falta de vagas qualificadas

Quando questionados sobre os maiores obstáculos, 22% citaram a falta de vagas com boas condições. Outros entraves: falta de experiência prática (17,6%), oferta de cursos de formação compatíveis com o mercado (16,9%) e encargos de cuidado familiar (16,1%).

Ainda assim, a percepção de satisfação com o emprego atual é alta: 95% dos entrevistados declararam estar satisfeitos, sendo 70% muito satisfeitos.

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