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Acionistas da Heineken pressionam por inovação na liderança de CEO

Acionistas pressionam por CEO externo para reverter queda de ações e turbulência de liderança na Heineken, com favoritos internos sob escrutínio

Desde o início do ano, as ações da Heineken perderam 3,8% de seu valor, em parte pela indefinição sobre o novo CEO
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  • Acionistas da Heineken querem que a empresa contrate um CEO de fora, para trazer visão de mercado, após a saída de Dolf van den Brink no fim de maio.
  • Entre os dois principais candidatos externos estão o holandês Jacco van der Linden e o britânico Glenn Caton, com preocupação de parte do conselho sobre o perfil ideal.
  • A diretoria atual é majoritariamente formada pela família Carvalho-Heineken, que controla a empresa há décadas, o que complica a mudança de tradição interna para liderança externa.
  • As ações da companhia caíram cerca de 3,8% no acumulado do ano, com o Deutsche Bank rebaixando a recomendação devido a incertezas na liderança.
  • No primeiro trimestre de 2026, houve queda de volume entre 1% e 3% e receita líquida de € 6,7 bilhões, com crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período.

Ao menos dois dos 15 maiores acionistas da Heineken pediram, em entrevista ao Financial Times, que a cervejaria mude a prática de promover apenas de dentro e busque um CEO com maior experiência de mercado. a saída do CEO Dolf van den Brink ocorreu no fim de maio, deixando a empresa em busca de um novo comando. As ações da companhia recuaram 3,8% no acumulado do ano.

Especialistas ouvidos pelo FT afirmam que a mudança é necessária para reverter a desaceleração e a confiança no longo prazo. A presidência da empresa ainda é conduzida por executivos que atuam internamente há décadas, o que, segundo analistas, pode limitar a visão externa de gestão.

Entre os grandes acionistas que discutem o tema, o gestor Julien Albertini, da First Eagle Investments, aponta a necessidade de olhar para fora da organização. Daniel O’Keefe, da Artisan Partners, compartilha a mesma avaliação, porém teme que a empresa encontre um perfil apenas medianamente competitivo.

Candidatos em foco e governança

Dentro da Heineken, os dois principais nomes citados como potenciais CEOs são o holandês Jacco van der Linden, atual presidente das operações na Ásia-Pacífico, e o britânico Glenn Caton, que comanda as operações europeias desde há dois anos. A possível troca de perfil gera preocupação entre membros do conselho.

A estrutura acionária da empresa, controlada pela família Carvalho-Heineken, mantém oito cadeiras no conselho, com cinco membros da família. Essa composição é apontada como um fator que pode influenciar a definição do perfil de liderança e as negociações entre os conselheiros.

Desempenho e perspectivas de curto prazo

A indefinição na liderança impacta o mercado. No início deste ano, as ações registram queda de cerca de 3,8% no ano, refletindo dúvidas entre investidores. O Deutsche Bank rebaixou a recomendação para neutra, citando a incerteza na direção como um dos motivos.

O Citi também descreveu a situação como delicada, destacando que o setor enfrenta volumes fracos e pressão de preços. A normalização de preços ocorreu somente em julho de 2025, após congelamento que durou desde abril de 2024.

Nos resultados do primeiro trimestre de 2026, a Heineken mostrou queda de volume entre 1% e 3%, enquanto a receita líquida avançou 2,5%, para cerca de € 6,7 bilhões. A contínua incerteza sobre a liderança compõe o cenário de desempenho da empresa.

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