- As ações dos EUA recuam nesta sexta-feira, com investidores reduzindo exposição ao tema de inteligência artificial e acompanhando dados de emprego para sinalizar a trajetória dos juros.
- O S&P 500 caminha para encerrar uma sequência histórica de altas semanais, enquanto a atuação ligada à IA perde força.
- Contratos futuros do S&P recuaram cerca de 0,4% e os do Nasdaq 100 caíram quase 0,9%, após rotação para fora de ações de fabricantes de chips.
- As quedas acompanham a divulgação de que a Broadcom teve crescimento de vendas de chips abaixo das expectativas do mercado.
- A S&P Dow Jones manteve critérios de elegibilidade para o S&P 500, impedindo a entrada de SpaceX, OpenAI e Anthropic e atrasando grandes compras por fundos passivos.
As ações norte-americanas caíram nesta sexta-feira, com investidores reduzindo a exposição ao tema da inteligência artificial e aguardando dados de emprego nos EUA para sinalizar a trajetória dos juros. O S&P 500 opera perto de queda após semanas de alta.
Os futuros do índice recuavam 0,4% e o Nasdaq 100 perdia 0,9%, ampliando a cautela após a forte rotação fora de ações de chips na sessão de quinta. O recuo interromperia uma sequência de ganhos que se aproximava de 10 semanas.
A queda ocorreu após a Broadcom indicar vendas de chips abaixo das expectativas, o que elevou dúvidas sobre o ritmo de valorização de ativos ligados à IA. Investidores também monitoram sinais de paz entre EUA e Irã e acompanham a cotação do petróleo Brent, em torno de US$ 94,90.
Destaques do dia
Analistas do Goldman Sachs e da Evercore projetam que a divisão de IA da SpaceX pode multiplicar a receita da empresa, chegando a representar boa parte das vendas até 2031. O otimismo contrasta com a recente cautela do mercado.
A S&P Dow Jones informou manter os critérios de elegibilidade para o S&P 500, inclusive exigindo no mínimo 12 meses de negociação e critérios de lucratividade e free float. A decisão impede a entrada de SpaceX, OpenAI e Anthropic em índices de referência.
Em outra frente, o terminal de Mina Al Fahal, em Omã, retomou operações após uma explosão que havia interrompido carregamentos de petróleo. Operadores disseram que as causas ainda não foram esclarecidas.
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