- A demanda por proteína elevou o consumo de tofu na Alemanha, deixando o produto em falta nas prateleiras; a disponibilidade só deve se normalizar no fim do ano, segundo o grupo varejista Rewe.
- A Taifun, líder de mercado, informou queda temporária na produção do tofu natural e suspensão de algumas linhas para estabilizar a produção; há construção de uma nova instalação em Freiburg.
- A Treiber Tofu, de Berlim, também enfrenta produção no limite e prevê ampliação, mas admite que isso levará tempo para resolver a situação.
- A demanda continua alta, principalmente entre jovens e nas cidades, ajudando a manter o tofu com disponibilidade limitada mesmo com avanços na produção.
- As vendas da rede Rewe cresceram cerca de 30% em 2025 em comparação a 2024, refletindo o aumento da procura por alimentos ricos em proteína.
A Alemanha vive uma escassez de tofu em meio à chamada febre da proteína. A demanda alta por produtos à base de soja fez o alimento sumir das prateleiras, e não há previsão de melhora no curto prazo. Em supermercados, o tofu aparece em menor quantidade ou está indisponível em muitos pontos de venda, segundo o grupo varejista Rewe. A empresa aponta que a procura cresceu rapidamente e segue elevada.
Além disso, há gargalos de capacidade em alguns fabricantes. A Rewe afirma que não há sinal de normalização rápida e que a situação deve se estabilizar apenas no final do ano. Outros varejistas confirmam aumentos na demanda, com relatos de indisponibilidade temporária de itens em casos isolados.
Produção enfrenta gargalos
A Taifun, maior fabricante de tofu da Alemanha, admite dificuldades em atender à demanda. Em seu site, a empresa informa que não tem conseguido fornecer todos os produtos na quantidade solicitada e que houve redução na produção do tofu natural, base de seus itens. Como medida, a fabricante suspendeu temporariamente parte de sua linha e planeja ampliar a capacidade, com uma nova unidade de tofu e silo de soja em Freiburg.
A Treiber Tofu, de Berlim, também aponta limitações de fábrica. A empresa diz que a produção opera no limite e que a ampliação exigirá tempo, mesmo com disponibilidade de soja. Essa evolução de oferta ocorre em meio a um mercado internacional de proteína vegetal com crescimento contínuo.
Demanda e cenário de consumo
A produção de substitutos de carne teve leve queda em 2025, segundo o Destatis, mas a demanda por tofu continua alta, especialmente entre jovens e em cidades. O comércio afirma que atrasos na oferta afetam diretamente as prateleiras. A procura por proteínas vegetais segue associada a hábitos mais saudáveis e à popularidade nas redes sociais.
Dentro das redes varejistas, as vendas do tofu exibem desempenho sólido. A Rewe aponta que a demanda dobrou nos últimos três a quatro anos, com vendas 30% acima de 2024 em 2025. Especialistas ressaltam que o tofu é versátil na culinária alemã e costuma ser mais acessível que outras opções proteicas.
Especialistas destacam que o tofu continua ocupando posição relevante, mas ainda representa um segmento menor frente ao conjunto de alternativas vegetais. O crescimento é puxado por marcas próprias de menor preço e pela visibilidade nas redes, mantendo a trajetória de expansão observada nos últimos anos.
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