- O app commerce brasileiro evolui com inteligência artificial, mudando a relação entre marcas e consumidores e mantendo foco em conveniência e personalização.
- Geração 2009 a 2015: apps surgem como experimentos e passam a ser extensões de sites, com smartphones ainda em adoção pelos usuários.
- Geração 2016 a 2022: apps se tornam produto central, surgem apps de destino e varejo adota plataformas prontas para acelerar presença mobile.
- Geração 2022 a 2025: o aplicativo vira plataforma, com soluções modulares que permitem atualizações e personalizações mais rápidas.
- De 2025 em diante: IA transforma apps em agentes que entendem demandas, tomam decisões e executam tarefas, incluindo recursos como câmera, voz, localização e sensores, impactando setores como farmacêutico e varejo de moda.
O crescimento do app commerce no Brasil ganha 4 gerações, moldadas pela evolução do uso de dispositivos móveis e pela adoção de inteligência artificial. O consumidor passou a avaliar experiências digitais por padrões de plataformas rápidas, convenientes e personalizadas.
Especialista aponta que a comparação do consumidor não é mais com apps de concorrentes, mas com os grandes padrões do digital, como o iFood. A avaliação da experiência se tornou ampla, indo além de categorias específicas.
Gen 1: 2009 a 2015
Apps surgem como experiências experimentais. Smartphones começavam a popularizar, e muitos negócios viam os apps como extensões de sites. O uso móvel não era ainda o principal canal de interação.
Gen 2: 2016 a 2022
O app amplia seu papel de produto. A conectividade aumenta e os apps resolvem necessidades cotidianas, tornando-se central na jornada do consumidor. Emergem os apps de destino, com telas iniciais que definem padrões de experiência.
Essa fase gerou ganhos de escala, mas reduziu a diferenciação entre marcas. O compartilhamento de templates elevou a incidência de experiências sem identidade própria, segundo o cofundador da Eitri, Guilherme Martins.
Gen 3: 2022 a 2025
O aplicativo evolui para uma plataforma. Arquiteturas mais flexíveis permitem atualizações e personalizações sem reconstrução completa. Apps passam a funcionar como ambientes de relacionamento, com experiências personalizadas.
Gen 4: 2025 em diante
A inteligência artificial impulsiona a nova geração. Apps deixam de ser apenas interfaces e passam a agir como agentes que entendem demandas, tomam decisões e executam tarefas. Interações conversacionais ganham espaço.
Recursos como câmera, voz, localização, biometria e sensores ampliam o contexto das ações. A IA passa a integrar a experiência digital de forma proativa, não apenas como ferramenta.
Setores já refletem essa mudança. No varejo farmacêutico, processos são automatizados dentro de apps, encurtando etapas da jornada do consumidor. Em moda, a IA visual permite provas virtuais para reduzir devoluções.
Para Guilherme Martins, a transformação envolve a assunção de responsabilidades pela tecnologia. O app passa a oferecer soluções e não apenas transferir complexidade ao usuário.
A história do app commerce no Brasil mostra que a velocidade de evolução é crucial. A IA cria condições para antever demandas em vez de apenas respondê-las, segundo o executivo. Quem evoluir com autonomia define os próximos passos do mercado.
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