- Levantamento da FGV Ibre, com exclusividade para a Folha, mostra que consumo fora de casa acompanha altas acima da inflação: restaurantes +7,28%, sanduíches +5,74% e refrigerantes/água mineral fora de casa +5,08% em doze meses até abril, ante IPC-BR em 3,84%.
- Quem for acompanhar a Copa em bares deve sentir mais o peso da inflação do que quem pretende comprar televisão ou assinar serviços para assistir em casa.
- Para quem fica em casa, itens como streaming +4,21%, biscoitos +4,73%, milho de pipoca +4,50% e cerveja +3,75% tiveram elevação próxima da inflação.
- No cenário “Copa no bar”, itens ligados a restaurantes, sanduíches, doces, salgados e bebidas fora de casa apresentaram aumentos acima da média.
- Em estudo da FecomercioSP, a cesta típica de churrasco acumula inflação de 3,1% nos doze meses até abril, com cebola em alta de 14,19% e carnes +7,45%; por outro lado, alho ficou 26,31% mais barato e tomate caiu 7,83%; televisores caíram 2,93% e conserto de televisores subiu 7,87%.
A pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2026 em bares e restaurantes ficará mais caro para o público. O levantamento, feito pelo Ibre e obtido com exclusividade pela Folha, mostra que itens de alimentação fora do lar têm variações acima da inflação geral. Restaurantes subiram 7,28% nos 12 meses até abril, enquanto sanduíches avançaram 5,74% e refrigerantes e água fora de casa cresceram 5,08%. A inflação oficial, medida pelo IPC-BR, ficou em 3,84%.
A Metropolitana de preços indica que o custo de serviços para assistir aos jogos permanece moderado em alguns itens. A assinatura de internet teve queda de 2,14% no mesmo período e o preço de televisores subiu apenas 0,91%. Itens esportivos apresentaram recuo de 0,27%. Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV Ibre, a mudança se deve à evolução tecnológica que reduziu a necessidade de trocas frequentes de aparelhos.
Entre os perfis de torcedores, o estudo destaca diferenças relevantes. No cenário da chamada Copa no sofá, há aumentos próximos à inflação para streaming, biscoitos, milho de pipoca e cerveja. Já na Copa no bar, restaurantes, sanduíches, doces e salgados e bebidas fora de casa sofrem elevação acima da média.
Impacto por segmento de consumo
A pesquisa também analisa o efeito da Copa no bolso em termos de itens específicos. Cebola e carnes aparecem entre as maiores altas da cesta de alimentos, com variações expressivas frente ao período anterior à Copa de 2022. A cebola cresceu acima de 14% e as carnes registraram alta de cerca de 7,5%.
Refrigentes, água mineral e cerveja mantêm tendência de alta, com variações de 5,59% para refrigerantes/água e 5,1% para cerveja. Em contrapartida, alho ficou mais barato em 26,31% e o tomate apresentou recuo de quase 8%.
A perspectiva de preços de televisions ainda mostra alívio para o consumidor neste ano, com queda média de 2,93% nos preços dos televisores. Por outro lado, o conserto de televisores avançou 7,87% no período, elevando o custo de manter equipamentos para assistir aos jogos em casa.
Conclusões de preço e comportamento
A inflação de fora de casa segue pressionando quem opta por frequentar bares para acompanhar as partidas, enquanto quem assiste em casa pode encontrar alívio relativo em itens como internet e TV. A variação de custos entre os formatos revela um ambiente de consumo mais contido para televisões, ao mesmo tempo em que serviços de alimentação fora do lar mostram robustez de alta. Fontes: FGV Ibre e FecomercioSP.
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