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Bolsas da Ásia fecham em baixa com impasse EUA-Irã e lucros em IA

Bolsas da Ásia fecham em queda com impasse EUA-Irã e realização de lucros em IA; dólar sobe e atenção se volta para o payroll dos EUA

— Foto: Ahn Young-joon/AP
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  • As bolsas da Ásia fecharam em queda, com the investires em posição defensiva diante do impasse nas negociações entre EUA e Irã e com realização de lucros em IA e semicondutores.
  • Nikkei caiu 1,31%, para 66.588,12 pontos; Kospi caiu 5,54%, para 8.160,59; Hang Seng recuou 1,15%, para 24.961,95; Xangai Composto caiu 0,74%, para 4.027,73.
  • Na região, Hezbollah rejeitou novo cessar-fogo no Líbano e Israel afirmou que não retiraria tropas, dificultando esforços de paz entre EUA e Teerã.
  • Vendas em ações de IA follow-up da decepção da Broadcom; Coreia do Sul teve queda forte no Kospi, e ações chinesas de IA e de comunicação recuaram.
  • O dólar avançou, com alta semanal estimada em cerca de 0,5%; o iene ficou próximo de 160 por dólar; reservas do Japão caíram US$ 77 bilhões em maio; o foco volta para o payroll dos EUA e as perspectivas para o Fed.

As bolsas da Ásia fecharam em baixa nesta sexta-feira diante de um ambiente de cautela antes do fim de semana, com investidores atentos ao impasse nas negociações EUA-Iran e à escalada de hostilidades no Oriente Médio. Além disso, houve realização de lucros em ações de IA e semicondutores, em meio a altas expressivas deste ano.

O Nikkei 225, de Tóquio, caiu 1,31% e fechou a 66.588,12 pontos. O Kospi, de Seul, registrou queda de 5,54%, aos 8.160,59 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,15%, para 24.961,95 pontos, e o Xangai Composto caiu 0,74%, a 4.027,73 pontos. Na semana, houve alta no Nikkei e quedas nos demais índices.

Contexto regional e conflitos

O Hezbollah, apoiado pelo Irã, rejeitou um novo cessar-fogo no Líbano, enquanto Israel afirmou que não retiraria tropas. As tensões reforçam a instabilidade na região e impactam o apetite por risco nos mercados.

Desempenho de IA e tecnologia

A pressão de venda permaneceu, sustentada por resultados fracos da Broadcom, divulgados na semana anterior. Investidores exibiram lucros após a recente alta das ações de IA e semicondutores, com o Kospi sul-coreano registrando queda acentuada durante o pregão.

A China também foi afetada: ações de IA e de comunicação recuaram na sessão da tarde, após perspectivas menos otimistas da Broadcom e recuos na cadeia global de suprimentos de IA. Analistas destacaram que o setor de tecnologia segue como principal motivador de ganhos de longo prazo no país.

Desempenho corporativo e impactos setoriais

As ações de empresas chinesas de semicondutores recuaram 4,7% após trajetória de alta recente. Empresas listadas em Hong Kong, como AIA Group, HSBC e Standard Chartered, registraram quedas, refletindo preocupações com controles de capital na China que podem afetar negócios de credores globais ligados ao país.

Cenário cambial e próximos dados

No câmbio, o dólar operava com viés de alta semanal, ajudado pelo conflito no Oriente Médio. O iene ficou próximo de 160 por dólar, com autoridades japonesas reiterando alertas sobre a moeda e monitorando possíveis intervenções. Reservas cambiais do Japão caíram US$ 77 bilhões em maio.

O foco dos mercados volta-se para o relatório de empregos dos EUA, conhecido como payroll. Resultados mais fortes podem reduzir ainda mais as chances de um aumento de juros pelo Federal Reserve.

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