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Brasil é apontado como maior potência cultural, diz Luiz Calainho

Calainho afirma que o Brasil é a maior potência cultural, destacando a economia criativa como motor econômico e necessidade de maior visibilidade internacional

Luiz Calainho: “O Brasil é a maior potência cultural do mundo”
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  • Luiz Calainho, ex-vice-presidente da Sony Music e fundador da holding L21, afirma que o Brasil é a maior potência cultural do mundo, mas precisa se colocar nesse lugar.
  • O episódio do podcast The Business of Life é gravado no Teatro Riachuelo, na Cinelândia, Rio de Janeiro, com a participação de Nilton Bonder.
  • Calainho atua em várias frentes culturais, entre elas a Aventura, hoje líder em teatro musical, e espaços como teatros e festivais, além da criação da L21 e do portal Vírgula.
  • O grupo L21 administra espaços como Teatro Riachuelo, Teatro TotalEnergies, Arena B3 e prepara um espaço de exposições imersivas no Conjunto Nacional, em parceria com o Nubank.
  • Ele destaca que a economia criativa já representa três por cento do PIB e que o Brasil já é o terceiro maior produtor de teatro musical do mundo; aconselha seguir a própria verdade e intuição na carreira.

Luiz Calainho afirma que o Brasil é a maior potência cultural do mundo, mas ainda não ocupou plenamente esse espaço. A declaração foi feita no episódio de The Business of Life, gravado no Teatro Riachuelo, na Cinelândia, Rio de Janeiro, com a participação de Nilton Bonder. A conversa abordou a economia criativa e o papel do país no cenário global.

O produtor citado revelou que a economia criativa já representa cerca de 3% do PIB brasileiro, segundo ele. Segundo ele, o Brasil precisa estruturar esse ecossistema para ampliar o alcance de sua produção cultural.

O entrevistado nasceu em Zurique, em 1966, e voltou ao Brasil em 1969. Filho de um comandante da Swissair, cresceu em Ipanema e estudou Comunicação na PUC-Rio. A expressão artística apareceu ainda na escola, ao conhecer Márcio Menescal.

Trajetória na indústria

Na Sony Music, Calainho atuou por uma década, vivenciando mudanças como a adoção do CD e a ascensão de ritmos regionais ao mainstream. Ele destacou que novidades bem posicionadas podem acelerar impactos no mercado.

Em seguida, fundou a holding L21, que inclui rádios, festivais, casas de show e outros negócios culturais. O primeiro empreendimento foi o portal Vírgula, voltado à cultura pop, seguido de esse conglomerado.

O teatro musical tornou-se uma frente decisiva da L21, com a Aventura assumindo liderança no setor. Entre os projetos, destacam-se A Noviça Rebelde, Elis e Chacrinha, que ajudaram a moldar o gênero no Brasil.

Espaços e futuro

A L21 administra espaços como Teatro Riachuelo, Teatro TotalEnergies, Ecovilla Ri Happy, BTG Pactual Hall, Teatro YouTube e Arena B3. O grupo prepara, em parceria com o Nubank, um espaço de exposições imersivas no Conjunto Nacional.

Segundo Calainho, a arte pode ser soberana, mas exige gestão estruturada para prosperar. A atuação abrange produção de shows, teatros e eventos, sempre buscando linguagens próprias para o mercado brasileiro.

Em números, o conjunto de negócios da L21 envolve entre 4 mil e 5 mil pessoas, direta ou indiretamente, em diferentes fases da cadeia criativa. O executivo reforça que o setor já é referência nacional.

Ao encerrar a conversa, Calainho orienta jovens profissionais a seguir a própria verdade. A ideia central é investir na intuição para construir uma trajetória alinhada com a paixão pela cultura.

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