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BYD registra desaceleração e perde fôlego no mercado

Concorrentes apostam em software e parcerias tecnológicas, pressionando margens da BYD e desafiando domínio no EV

Modelo Z9 GT da marca premium Denza, controlada pela BYD
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  • A BYD, líder global de veículos elétricos, sustenta integração vertical que vai do processamento de lítio ao desenvolvimento de software e IA internamente.
  • Em demonstração de segurança, a bateria Blade da BYD não explode após perfuração, ao contrário de uma bateria veicular convencional.
  • No dia 28 de maio, o fundador Wang Chuanfu apresentou um chip interno para carros autônomos, considerado pelo executive como o mais potente do setor.
  • A BYD registrou US$ 116 bilhões de faturamento no ano anterior e, em 2025, teria vendido mais carros que a Tesla.
  • O mercado tem visto concorrentes investir em software e parcerias com Huawei, Xpeng e Geely, enquanto a BYD encara desafios de margens e de dependência menor de fornecedores externos.

A BYD, líder global em veículos elétricos, está sob pressão de concorrentes que avançam em software, tecnologia e modelos de preço mais baixo. A empresa tem mostrado avanços em baterias e condução autônoma, mas as rivais ganham espaço com soluções externas de tecnologia.

A companhia sediada em Shenzhen manteve foco na integração vertical, desde minas de lítio até o desenvolvimento de IA para carros. Em 28 de maio, Wang Chuanfu apresentou um chip próprio para carros autônomos, considerado pela BYD como o mais potente do setor.

A estratégia de reduzir intermediários ajudou a controlar custos. Modelos compactos de alto desempenho, como o Seagull, chegaram ao mercado chinês por cerca de US$ 10 mil, influenciando o posicionamento de preço em diversas linhas.

A BYD busca acelerar a inovação dentro de unidades internas, permitindo que equipes cooperem em soluções comuns. Enquanto a demanda externa elevou custos para rivais, a BYD lançou rapidamente veículos com recursos atrativos, ampliando a oferta sob várias marcas.

Desempenho financeiro e desafios

O faturamento da BYD atingiu US$ 116 bilhões no ano passado, com crescimento de uma década. Em 2025, a empresa superou a Tesla em vendas de veículos. A fortuna de Wang é estimada em cerca de US$ 25 bilhões.

Entretanto, o lucro operacional da BYD caiu em 2025 pela primeira vez em quatro anos. Em abril, as vendas tiveram queda pela oitava vez consecutiva, em comparação anual. No início de 2026, a Geely ultrapassou a BYD na liderança de venda de elétricos na China, mas a BYD recapturou o topo posteriormente.

Mercado e competição

A indústria na China enfrenta guerra de preços que comprime margens. Além disso, a BYD enfrenta questionamentos sobre a dependência de software e entretenimento. Rivais como Xpeng e Li Auto nasceram com foco em tecnologia digital e conectividade.

Outras montadoras fecham parcerias com empresas de tecnologia. A Volkswagen adquiriu parte da Xpeng para programação, enquanto a Huawei fornece software de entretenimento para várias montadoras. A Maextro, de JAC, também atua nesse segmento com modelos acima de US$ 100 mil.

Geely firmou acordos para condução autônoma com StepFun e reconhecimento de voz com iFlytek, além de uma plataforma de IA com a Thundersoft, anunciada em setembro. A BYD mantém o desenvolvimento interno como pilar estratégico.

Autonomia, tecnologia e futuro

Especialistas da BYD ressaltam a vantagem de manter controle de sensores e software. A equipe de direção autônoma afirma que depender de fornecedores externos dificulta atualizações rápidas. A condução autônoma continua sendo área de riscos com integração vertical.

Executivos da Huawei destacaram diferenças entre direção inteligente e segura, sinalizando o debate entre velocidade de implementação e confiabilidade. A BYD mantém a expectativa de cobrir prejuízos de acidentes envolvendo seus veículos autônomos, conforme apresentado pelo fundador.

A empresa continua investindo em baterias e recarga rápida, com tecnologias que prometem elevar a energia de veículos próximos da capacidade máxima em cerca de dez minutos. Mesmo diante de avanços, a BYD reconhece que depender apenas de baterias pode não garantir vantagem competitiva futura.

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