- O Citi subiu a recomendação do Magazine Luiza para neutra/alto risco, ante venda/alto risco, destacando uma relação risco-retorno mais equilibrada.
- O banco argumenta que as ações caíram cerca de 40% no ano, já precificando um cenário de juros mais altos por mais tempo e consumo fraco em bens duráveis.
- Pontos positivos destacados: redirecionamento para lojas físicas (B&M) de maior margem e disciplina de opex, com SG&A acima da inflação em apenas 10 dos últimos 13 trimestres.
- Desafios permanecem no e-commerce, com concorrência acirrada, além do nível de alavancagem em um ambiente de custo da dívida mais elevado.
- Citi revisou as lucros esperados para frente: 2026 caiu para R$ 113 milhões (de R$ 273 milhões) e 2027 para R$ 425 milhões (de R$ 552 milhões), reduzindo o preço-alvo de R$ 7 para R$ 6,50.
O Citi elevou a recomendação das ações do Magazine Luiza para neutra/alto risco, saindo de venda/alto risco. A mudança ocorreu após a queda de cerca de 40% das ações no acumulado do ano, segundo o relatório enviado a clientes na quinta-feira. O banco aponta um risco-retorno mais equilibrado.
Os analistas destacam fatores operacionais positivos, como o foco em lojas físicas de maior margem, onde o Magazine Luiza tem vantagem competitiva. Também ressaltam que as despesas SG&A ficaram acima da inflação em apenas 3 dos 13 trimestres anteriores, evidenciando disciplina operacional.
No entanto, permanecem desafios no e-commerce e no aumento da alavancagem em um cenário de juros mais altos. O Citi revisou para baixo as projeções de lucro, estimando R$ 113 milhões para 2026 e R$ 425 milhões para 2027, contra R$ 273 milhões e R$ 552 milhões, respectivamente. O preço-alvo caiu de R$ 7,00 para R$ 6,50.
Entre na conversa da comunidade