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Citi eleva recomendação do Magazine Luiza para neutra, após corte no preço-alvo

Citi eleva MGLU3 a neutra e reduz preço-alvo para R$ 6,50, destacando foco em lojas físicas, disciplina de SG&A e expectativa de crescimento nas mesmas lojas no 2T26

Capa Estadão: 05/06/2026
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  • Citi elevou a recomendação de venda para neutra/alto risco para as ações do Magazine Luiza (MGLU3) e reduziu o preço-alvo de R$ 7,00 para R$ 6,50, com potencial de valorização de cerca de 22% sobre o fechamento de quinta-feira (4).
  • A justificativa é de que, após queda de aproximadamente quarenta por cento no acumulado do ano, o mercado já precificou cenários de juros altos por mais tempo e consumo mais fraco, especialmente em eletrônicos e eletrodomésticos.
  • O banco ressalta sinais operacionais positivos, com foco estratégico em lojas físicas de maior margem e disciplina operacional, já que SG&A avançou abaixo da inflação em dez dos últimos 13 trimestres.
  • Projeções apontam crescimento de cerca de oito por cento nas vendas iguais (mesmas lojas) no segundo trimestre de 2026 e de sete por cento no exercício fiscal de 2026, com a composição de receita favorecida pela oferta de serviços nas lojas.
  • No canal online, persistem desafios com concorrência elevada, e há expectativa de contração do GMV no segundo trimestre de 2026; a alavancagem (Dívida líquida/EBITDA) ficou acima de três vezes no primeiro trimestre de 2026, elevando o risco com juros mais altos para os lucros.

O Citi elevou a recomendação das ações do Magazine Luiza (MGLU3) de venda para neutro/alto risco, mas reduziu o preço-alvo de R$ 7,00 para R$ 6,50. O efeito financeiro sugerido é potencial de valorização de cerca de 22% sobre o fechamento de hoje.

A mudança ocorre após uma queda de aproximadamente 40% no acumulado do ano, com o mercado precificando, em grande parte, cenário de juros altos por tempo prolongado e consumo mais fraco nos principais produtos da empresa, como eletrônicos e eletrodomésticos.

Analistas destacam sinais operacionais positivos, especialmente o foco estratégico nas lojas físicas de maior margem, com vantagem competitiva consolidada. O relatório aponta disciplina operacional, já que SG&A cresceu abaixo da inflação em 10 dos 13 últimos trimestres.

Desempenho e estratégia

O banco projeta aceleração no 2T26 com o fortalecimento das lojas físicas, impulsionada por torneios de futebol que devem elevar o consumo de eletrônicos e itens esportivos. Estima-se crescimento de cerca de 8% em vendas iguais no 2T26 e 7% no ano fiscal 2026.

A composição de receita, incluindo serviços oferecidos nas lojas, pode ser favorável para as lojas de departamento, conforme o Citi. No canal online, porém, permanecem desafios com concorrência intensa e projeção de contração do GMV no 2T26.

Desempenho online e alavancagem

A instituição ressalta vulnerabilidade no canal digital diante da concorrência e da necessidade de manter disciplina de custos. A relação Dívida líquida/EBITDA ficou acima de 3 vezes no 1T26, após ajustes com juros. Juros mais altos são identificados como risco relevante aos lucros, mesmo com gestão fiscal cautelosa.

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