- Em maio foram criadas 172 mil vagas não-agrícolas, bem acima das estimativas (em torno de 80 mil a 85 mil).
- A taxa de desemprego ficou em 4,3% e os salários, em 12 meses, subiram 3,4% (desaceleração, dentro do esperado).
- O setor privado foi o principal impulsionador, respondendo por 120 mil vagas abertas, com abril revisado para cima (de 115 mil para 179 mil).
- O mercado passou a precificar maior chance de aperto: há 65% de probabilidade de alta de ao menos 0,25 ponto em dezembro, contra 48% antes da divulgação; a expectativa de aperto em 2026 chegou a 98%.
- A próxima reunião do Federal Reserve (Fed) ocorre em 16 e 17 de junho; a expectativa é de manutenção dos juros, com a reunião sob a presidência do novo chairman, Kevin Warsh.
O mercado de trabalho dos Estados Unidos surpreendeu novamente, fortalecendo o debate sobre alta de juros. Em maio, foram criadas 172 mil vagas não-agrícolas, bem acima da expectativa de cerca de 80 mil. Desempenho acima do esperado reacende temores sobre inflação.
A taxa de desemprego ficou em 4,3% e os salários avançaram 3,4% em 12 meses. O setor privado foi responsável por 120 mil vagas, e a leitura de abril foi revisada de 115 mil para 179 mil postos, elevando a média móvel para 188 mil contratações nos últimos três meses.
Essa força no mercado de trabalho já impacta os mercados. Títulos do Tesouro caíram, elevando o rendimento de dois anos para 4,14%. No Brasil, taxas nominais atingiram máximas do ano após o dado americano.
A leitura também alterou as probabilidades de aperto monetário. Mercados futuros precificam 65% de chance de alta de pelo menos 0,25 ponto em dezembro, ante 48% antes do número. A expectativa de aperto em 2026 já é dominante, acima de 98%.
Para a próxima reunião do Fed, em 16-17 de junho, a tendência continua sendo manter os juros, com cerca de 96% de probabilidade segundo o FedWatch. O novo presidente do Fed, Kevin Warsh, assume o comando durante o encontro, que pode sinalizar direções futuras.
Analistas destacam que o quadro é de manter a cobrança hoje, mas com riscos elevados ao redor. A estabilidade da inflação, aliados ao conflito no Oriente Médio, elevam a probabilidade de ajustes adicionais caso a inflação persista.
- Boas notícias para o mercado de trabalho aparecem, mas há alerta de que o aperto monetário pode se manter por mais tempo, dependendo da inflação e de fatores externos.
- Economistas ponderam que a eficácia de medidas dependerá do desempenho da inflação nos próximos meses e de choques globais.
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