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Defesa do consumidor de Mamdani combate epidemia de violações corporativas

Nova York avança com regra de cancelamento rápido e endurece combate a taxas ocultas, visando assinaturas e práticas enganosas

Zohran Mamdani, mayor of New York, left, and Sam Levine, commissioner of the New York City department of consumer and worker protection, during an announcement on junk fees in New York on 21 January 2026.
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  • Samuel Levine, novo comissário de proteção do consumidor de Nova York, promete uma linha de enforcement agressiva contra taxas escondidas e práticas enganosas, buscando aumentar o número de queixas dos moradores.
  • Desde janeiro, o escritório já abriu ações contra empresas de self-storage e obteve milionárias indenizações de Uber Eats e Amazon.
  • Em junho, pode entrar em vigor uma regra de “click to cancel”, deixando Nova York a primeira cidade dos EUA com lei sobre assinaturas difíceis de cancelar.
  • A fiscalização será enérgica: denúncias recebidas pelo 3-1-1 serão encaminhadas a mediadores, com possibilidade de ações de fiscalização para devolver dinheiro e aplicar multas.
  • Levine afirma que o ambiente de negócios é desafiador na cidade, reafirmando que empresas que burlam as regras devem enfrentar consequências, sem abrir mão da cooperação com setores e órgãos parceiros.

Samuel AA Levine, novo comissário de proteção ao consumidor e trabalhador de Nova York, anuncia uma ofensiva agressiva contra junk fees e práticas enganosas. A meta é ampliar queixas e cobrar resultados rápidos em casos de violação de regras.

Levine relembra políticas aplicadas em Washington, DC, durante a gestão federal anterior e destaca ações já vencidas em Nova York, como ações contra Uber Eats e Amazon, além de processos contra empresas de self-storage por cobrança indevida. O objetivo é ampliar a proteção ao consumidor.

A administração de Zohran Mamdani planeja, ainda neste mês, implementar a regra de “click to cancel”, um marco que tornaria a cidade a primeira no país a exigir cancelamento simples de assinaturas para empresas que atuam com moradores da região.

O comissário afirma que a proteção será perseguida de forma agressiva. A linha de atuação envolve canais de atendimento 3-1-1, equipes de mediação e ações judiciais quando houver padrões de violação identificados, com possibilidade de sanções civis.

Levine ressalta que a cidade já estabelece punições para políticas de venda ocultas. A expectativa é ampliar acordos com empresas para restituir valores e cancelar contratos. A meta é aumentar o alcance de denúncias para além dos 30 mil casos anuais.

Para justificar a estratégia, o comissário aponta a negligência regulatória federal recente e defende que entidades corporativas sanduchem regras para ampliar lucros, prejudicando consumidores e concorrentes honestos.

Click-to-cancel em foco

A proposta de cancelamento simples pretende proteger moradores de Nova York contra armadilhas de assinatura. A cidade já tem histórico de combater taxas ocultas em hotéis, ampliando o alcance de sua jurisdição sobre anunciantes da região.

O que vem a seguir

O foco inclui combate a taxas abusivas, maior coordenação com agências e novas iniciativas para eliminar cobranças escondidas. O ano de 2026 é visto como período de maior impulso para os direitos do consumidor na cidade.

Levine afirma estar aberto a parcerias com o governo federal, desde que haja resultados concretos. A ideia é unir esforços para elevar a proteção ao consumidor sem favorecer interesses políticos.

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