- Demanda por crédito no Brasil aumentou 15,2% nos 12 meses encerrados em abril, segundo a Serasa Experian.
- O grupo com renda de 1 a 2 salários mínimos foi o que mais avançou, com alta de 28%.
- Empresas com renda de até um salário mínimo tiveram crescimento de 18,8%; quem recebe entre cinco e dez salários mínimos subiu 17,8%; e acima de dez salários mínimos, 17%.
- A única retração ocorreu entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos, com queda de 1,7%.
- A economista-chefe Camila Abdelmalack afirma que o movimento entre os menos remunerados aponta crédito para consumo e para reorganizar o fluxo financeiro.
A demanda por crédito no Brasil cresceu 15,2% nos 12 meses encerrados em abril, segundo levantamento da Serasa Experian. O indicador mostra uma continuidade da procura por recursos financeiros ao longo do último ano.
O grupo com renda de 1 a 2 salários mínimos liderou a alta, com avanço de 28% na busca por crédito, segundo os dados. A explicação apresentada pela Serasa envolve o objetivo de manter o consumo e reorganizar o fluxo de despesas.
Outras faixas também registraram alta: até 1 salário mínimo subiu 18,8%, entre 5 e 10 salários mínimos houve alta de 17,8%, e acima de 10 salários mínimos avançou 17%. A única retração ocorreu entre quem ganha 2 a 5 salários, com queda de 1,7%.
Desdobramentos por faixas de renda
Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa, afirma que o comportamento mais intenso entre os consumidores de menor renda reflete a busca por crédito para consumo e para equilibrar despesas correntes. O estudo é parte do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito, que acompanha o ritmo da procura por crédito no país.
A Reuters, o próprio Serasa e demais fontes citadas na divulgação ressaltam a continuidade do movimento de crescimento da demanda por crédito, sem indicar mudanças estruturais no curto prazo. As informações ajudam a mapear padrões de endividamento e capacidade de financiamento das famílias.
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