- Brasil e Coreia do Sul mantêm relação econômica robusta, com comércio bilateral de US$ 11 bilhões em 2025 (US$ 5,5 bilhões para cada lado).
- Posco instalou-se no Brasil via joint venture com a Vale e a Dongkuk para a Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará, projeto de US$ 5,4 bilhões.
- A Posco Brasil contratou dezenas de fornecedores brasileiros; após a conclusão, pediu a própria falência de forma questionável, gerando dívidas de cerca de R$ 1 bilhão.
- Credores obtiveram decisões reconhecendo responsabilidade da matriz sobre as dívidas da subsidiária brasileira, abrindo possibilidade de cobrar o patrimônio da controladora no exterior.
- O impasse levanta a questão de cobrança em diferentes territórios ou via composição rápida; autoridades sul-coreanas devem atuar para evitar abalo à reputação e à confiança bilateral.
O Brasil e a Coreia do Sul mantêm uma relação marcada por cooperação econômica e diplomática. Em 1959, estabeleceram laços, que se intensificaram com acordos de comércio, tecnologia e cultura. Em 2026, formalizaram uma Parceria Estratégica para 2026-2029, com 10 instrumentos bilaterais e um plano de ação.
O comércio entre os dois países somou US$ 11 bilhões em 2025, com metade do fluxo para cada lado. A Coreia do Sul é o 4º maior parceiro comercial asiático do Brasil e ocupa a 13ª posição no ranking global. No Brasil, há uma expressiva comunidade sul-coreana e forte presença de influência cultural.
Caso Posco no Pecém levanta dúvidas sobre segurança jurídica bilateral. A Posco Brasil, subsidiária da siderúrgia sul-coreana, atuou na construção da Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará, projeto de US$ 5,4 bilhões em parceria com a Vale e a Dongkuk.
A empresa contratou dezenas de fornecedores e prestadores de serviços brasileiros, incluindo pequenas e médias empresas. Segundo fontes, houve atrasos na execução e, após a conclusão, a Posco Brasil pediu falência de forma questionável, deixando dívidas de cerca de R$ 1 bilhão.
O processo foi levado à Justiça, com decisões que reconheceram responsabilidade da matriz coreana sobre as dívidas da subsidiária. Credores passaram a ter o direito de buscar satisfação de créditos por meio do patrimônio da controladora, em diferentes territórios.
A questão central é saber se a solução ocorrerá por meio de negociações rápidas ou por meio de ações judiciais globais contra a controladora. O prolongamento do litígio pode ampliar insegurança e prejudicar a imagem de empresas sul-coreanas no exterior.
Autoridades sul-coreanas devem atuar para evitar impactos negativos à reputação das empresas do país, preservando a segurança jurídica e a boa-fé em negócios internacionais. A expectativa é por uma resolução rápida, justa e que preserve a relação de confiança entre Brasil e Coreia do Sul.
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