- Estados Unidos classificaram o PCC e o CV como organizações terroristas, medida válida a partir de sexta-feira, 5 de junho de 2026.
- O governo brasileiro teme impactos no mercado financeiro e o afastamento de investidores devido à incerteza sobre bloqueios ou investigações futuras.
- A punição inclui a possibilidade de aplicação de uma taxa extra de 25% sobre produtos brasileiros.
- O economista Miguel Daoud defende cooperação entre FBI e Polícia Federal em vez de tarifas para combater o crime organizado.
- Ele afirma que punir o país com medidas que atingem o sistema financeiro pode acabar prejudicando a economia e o povo brasileiro.
Em 5 de junho de 2026, os Estados Unidos classificaram o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A medida pode provocar efeitos sobre o mercado financeiro brasileiro nos próximos meses, segundo especialistas.
O governo brasileiro teme impactos na atração de investimentos, já que a possibilidade de bloqueios, investigações ou novas restrições pode levar investidores a adotar postura mais conservadora em negócios com o Brasil. A classificação eleva a incerteza sobre fluxos de capitais.
Especialista analisa que a decisão norte-americana busca pressionar o Brasil a alinhar políticas com o bloco ocidental. Segundo ele, a ferramenta financeira pode servir para pressionar escolhas do governo em relação a parcerias internacionais, incluindo com Brics e Sul Global.
Para o economista, o grande entrave é que o enquadramento utiliza o sistema financeiro para punir atividades ilícitas ligadas a essas facções, o que recai sobre o país como um todo e, por consequência, sobre o povo brasileiro.
Ao mencionar impactos, o economista ressalta a necessidade de cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas para combater o crime organizado, sem recorrer a medidas que prejudiquem o mercado interno. Ele defende ações jurídicas e de fiscalização mais eficazes.
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