Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Eduardo Bolsonaro defende o Zelle como opção de pagamento Brasil-EUA

Eduardo Bolsonaro propõe Zelle como “Pix americano” em negociações Brasil‑EUA, em meio a críticas dos EUA ao Pix

O Pix é um sistema de pagamentos público e gratuito para pessoas físicas, criado e operado pelo Banco Central
0:00
Carregando...
0:00
  • Eduardo Bolsonaro sugeriu que o Brasil leve a discussão aos EUA usando o Zelle, chamando o serviço de “Pix americano” e destacando semelhanças com o Pix para negociação.
  • O Zelle é um sistema privado de pagamentos dos Estados Unidos, operado pela Early Warning Services, com mais de 2.400 aplicativos bancários e 151 milhões de usuários em 2024, realizando mais de US$ 1 trilhão em transferências.
  • O Pix é o sistema de pagamentos público brasileiro, operado pelo Banco Central, com mais de 170 milhões de usuários e movimentação de cerca de R$ 35,4 trilhões em 2025.
  • Washington acusa o Brasil de favorecimento a empresas nacionais no Pix e aponta possíveis conflitos de interesse do Banco Central; críticas também envolvem a obrigatoriedade de uso por instituições com mais de 500 mil contas.
  • No cenário político, Lula disse que EUA e a família Bolsonaro seriam contrários ao Pix; Flávio Bolsonaro mencionou a data de lançamento do Pix e as discussões envolvendo o sistema, enquanto a Febraban defende o Pix como infraestrutura pública.

Em meio a críticas dos EUA ao Pix, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu que o Brasil possa levar a discussão para a mesa de negociações, mencionando o Zelle como alternativa. Ele classificou o Zelle como o Pix americano e disse que há mecanismos semelhantes entre os dois sistemas.

A fala ocorreu ao canal TMC News, quando Eduardo ressaltou que os EUA possuem ferramentas parecidas com o Pix, citando o Zelle como exemplo. Ele vive nos Estados Unidos há mais de um ano e atua articulando movimentos políticos de apoio ao campo bolsonarista.

O contexto envolve pressão norte‑americana sobre o Pix, que aparece em documentos do governo Trump em meio a propostas de tarifas. A indústria aponta distorções que favorecem o Pix, segundo o material de investigação comercial. O BC é alvo de críticas por reguladores dos EUA.

O Zelle é apresentado como serviço privado de pagamentos, operado por bancos americanos desde 2017. A ferramenta está disponível em milhares de aplicativos, com uso facilitado entre contas de instituições participantes. No Brasil, o Pix funciona como infraestrutura pública sob responsabilidade do Banco Central.

Estimativas indicam que o Zelle somou mais de 151 milhões de usuários cadastrados em 2024, com transferências que ultrapassaram US$ 1 trilhão. Já o Pix alcançou mais de 170 milhões de pessoas no Brasil, movimentando volumes expressivos em 2025.

A comparação entre os sistemas é central na discussão entre o governo brasileiro e a União Europeia e Estados Unidos. A Febraban defende o Pix como infraestrutura aberta e competitiva, sem discriminação para novos participantes desde que atuem no mercado nacional.

No cenário político, lideranças do PT criticaram a linha de Eduardo. Parlamentares do partido classificaram as falas como entreguistas, e questionaram a estratégia de negociar a soberania do sistema brasileiro de pagamentos. A conversa permanece sem desfecho oficial.

Na prática, o Pix funciona com chaves de identificação diversas, enquanto o Zelle depende de compatibilidade entre bancos. Taxas e limites variam conforme cada instituição, com o Pix tendo tarifas diferenciadas para pessoas físicas e jurídicas.

Analistas ressaltam que o Pix representa, para muitos, uma infraestrutura pública que reduz dependência de redes estrangeiras e concentra controle de dados no país. Especialistas destacam a importância de debates técnicos e regulatórios para manter a soberania financeira.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais