Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Empreendedoras de sucesso enfrentam o maior desafio de suas trajetórias

Empreendedoras brasileiras revelam o desafio da sucessão após décadas de liderança, buscando equilíbrio entre legado, desapego e novos projetos

Slider Sua Idade — Foto: Zee Nunes/ Vogue Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • Quatro empresárias brasileiras com mais de 60 anos discutem desaceleração, sucessão e novas oportunidades após décadas de gestão.
  • Teresa Perez, de setenta e nove anos, não fez anúncio formal de saída; o filho Tomas passou a assumir o dia a dia da agência de viagens, mantendo valores de respeito, integridade e compromisso.
  • Patricia Viera, aos sessenta e nove anos, inicia a passagem de bastão para a filha Andreia, reinventando a marca com foco em arte em couro, linha para casa e expansão para pets.
  • Ada Mota, com 71 anos, começa a delegar mais, permanece no conselho e em comitês, e lançou nova governança com o filho Lucas como CEO, incluindo coaching e alinhamento de equipes.
  • Chris Ayrosa, ainda nos sessenta e poucos, não planeja passar o bastão a curto prazo; reformula a marca, envolve as filhas Carolina e Juliana e segue aprendendo sobre branding e expansão, mantendo o legado em construção.

Elas iniciaram a jornada empresarial jovens, com sonhos ainda em construção. Hoje, após décadas à frente de negócios, enfrentam o desafio de reduzir a presença operativa, manter o legado e abrir espaço para novas fases. O tema central é a sucessão, o desapego e a reinvenção.

O processo é pessoal e complexo, variando conforme a história de cada empresa. Entre dilemas emocionais e ajustes estratégicos, as empreendedoras buscam equilíbrio entre continuidade e renovação. O objetivo é preservar a essência sem frear o crescimento.

A reportagem da Vogue Brasil acompanhou diferentes estágios dessa passagem, com foco na realidade de grandes nomes do empresariado brasileiro. Em comum, há o cuidado com o legado, a confiança na próxima geração e a busca por novas oportunidades após os 65 anos.

Teresa Perez

Tempo de confiar no tempo é o que guia Teresa Perez, aos 79 anos, ao reduzir a rotina diária da Teresa Perez Tours, agência de viagens de luxo. Ela aponta que a transição foi orgânica, sem rupturas abruptas, mantendo Tomas como braço direito.

O filho acompanha o crescimento da empresa, compartilhando valores como respeito e integridade. A empresária afirma que a aposta é manter a base sólida e permitir que a marca siga evoluindo. Hoje, Teresa dedica-se a outras prioridades e viagens pelo mundo.

Antes de abrir espaço para a nova fase, a agência era tratada como quinto filho. Mesmo assim, Teresa entende que o legado envolve o que se deixa ir e como se living com esse movimento. O foco está no tempo livre para a família e para projetos pessoais.

Patricia Viera

Patricia Viera enfrenta o maior desafio de sua trajetória: a sucessão da marca de couro que criou com as próprias mãos. Aos 69 anos, ela redesenha sua vida para permitir que a filha Andreia conduza o negócio com segurança.

O processo começou após um infarto em 2023, que a levou a repensar prioridades. A estilista relembra um diálogo com a neta sobre o uso de jaleco na escola, entendendo que era hora de deixar espaço para a próxima geração. A ideia é manter a arte fluindo, inclusive com projetos para casa e para pets.

Patricia reconhece a própria exigência como forma de amor pelo que construiu. A filha Andreia recebe um estágio de liderança gradual, com a mãe mantendo participação de forma estratégica. O objetivo é manter a autenticidade da marca sem perder a essência criativa.

Ada Mota

Ada Mota conduz a transição na Adcos Dermocosméticos com planejamento e cautela. Aos 71 anos, ela observa a necessidade de delegar mais para manter a empresa inovadora, sem perder a qualidade que marcou o mercado nacional.

A transição envolve a participação no conselho e em comitês, com horários definidos e papéis claros. Um novo CEO, filho da empresária, assume parte da gestão, ao lado de dois filhos formados em negócios. O modelo de governança ficou mais sólido com coaching e encontros periódicos.

Antes, Ada vivia o pulso da empresa. Hoje, desfruta de maior tempo livre, mantendo envolvimento estratégico, viagens com amigas e momentos com os netos. A mudança é vista como evolutiva, sem afastamento total da operação.

Chris Ayrosa

Chris Ayrosa mantém o ritmo de quem transforma eventos em experiências sensoriais. Aos 60 e poucos anos, ela acredita que o legado ainda está em construção e não planeja a passagem de bastão a curto prazo.

A empresária reorganizou a marca, investiu em branding e conteúdo digital, para manter relevância diante da rápida transformação do setor. Suas filhas Carolina e Juliana ingressaram ao negócio, cada uma em caminhos distintos: projetos autorais e atuação no terceiro setor.

A pandemia foi um divisor de águas. Chris decidiu buscar novas narrativas, combinando prática com aprendizado. O objetivo é inspirar e ensinar, mantendo o fogo criativo aceso por meio de ações, não apenas de conselhos. Ela projeta continuar atuante nas próximas décadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais