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Emprego nos EUA cresce 172 mil em maio, com juros e dólar em alta

Mercado de trabalho dos Estados Unidos cria 172 mil vagas em maio, elevando juros e o dólar, e ampliando a probabilidade de alta do Federal Reserve

Emprego nos Estados Unidos — Foto: Getty Images
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  • Emprego nos EUA cresceu 172 mil vagas em maio no setor não-agrícola, bem acima das 80 mil esperadas, segundo o Bureau of Labor Statistics.
  • A taxa de desemprego ficou em 4,3% e o dólar subiu ante o real; os juros de títulos públicos passaram a cair ou subir conforme a leitura.
  • Setores que mais contrataram: lazer e hospitalidade (70 mil), serviço público municipal (55 mil) e saúde (35 mil).
  • Setor financeiro foi o principal descolamento, com perda de 22 mil vagas em maio; já caiu 107 mil desde maio de 2025; transportes e armazenagem também recuaram.
  • Salário-hora médio do setor privado avançou 0,3% no mês, para US$ 37,53; revisões anteriores aumentaram os totais de março e abril; desemprego de longa duração chegou a 2 milhões.

O payroll dos EUA em maio ficou acima das expectativas, com criação de 172 mil vagas no setor não-agrícola. Economistas consultados pela Dow Jones projetavam cerca de 80 mil. O dado foi divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS) nesta sexta-feira.

A taxa de desemprego ficou em 4,3% e o mercado de trabalho mostrou força, sustentando pressões sobre juros e dólar. As remunerações cresceram pouco, enquanto as admissões seguiam puxadas por setores específicos.

Leisure e hospitalidade lideraram com 70 mil vagas; governo municipal abriu 55 mil postos; e saúde acrescentou 35 mil. Finanças registraram queda de 22 mil empregos, com perdas acumuladas de 107 mil desde maio de 2025.

Impactos e Reações

O dólar ganhou valor frente ao real após o relatório, e os rendimentos de títulos subiram. Com inflação elevada, o mercado prevê chances de o Fed manter a taxa ou mesmo elevá-la neste ano, dependendo dos próximos dados.

O salário-hora privado subiu 0,3% em maio, para US$ 37,53, com ganho anual de 3,4%. Revisões mensais aumentaram o quadro positivo: março passou de 185 mil para 214 mil, e abril de 115 mil para 179 mil.

A taxa de desemprego de longo prazo ficou em 2 milhões, alta de 524 mil em 12 meses, respondendo por 27,5% do total de desempregados. A leitura reforça a complexa dinâmica entre emprego e inflação.

Observações Finais

As leituras revisadas elevam o total de posições criadas nos dois meses anteriores, alterando a leitura do mercado sobre trajetória de política monetária. O relatório completo é mantido pelo BLS, com dados adicionais disponíveis para consulta pública.

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