- Saab e Embraer fecharam com a Colômbia um contrato para entregar 17 caças Gripen entre 2026 e 2032, no valor de 3,1 bilhões de euros.
- O acordo prevê também treinamento, equipamentos e armamentos, com 15 Gripen E monopostos e dois Gripen F bipostos.
- A empresa pretende usar a capacidade da Embraer no Brasil para atender parte do contrato colombiano, expandindo a produção no país.
- Além disso, há negociação entre Suécia e Ucrânia para venda de 20 Gripen E, sujeita à aprovação de um empréstimo da União Europeia de 90 bilhões de euros.
- No Brasil, 15 das 36 aeronaves da Saab adquiridas pela Força Aérea Brasileira terão montagem final em Gavião Peixoto (SP); o primeiro Gripen E produzido integralmente no Brasil ocorreu em março, com participação de AEL Sistemas e Atech.
A Saab e a Embraer assinam contrato com a Colômbia para entregar 17 jatos Gripen entre 2026 e 2032, no valor de 3,1 bilhões de euros. A operação prevê 15 Gripen E monomotores e 2 Gripen F bipostos, com treinamento, armamentos e serviços incluídos. A finalidade é renovar a defesa aérea colombiana.
A empresa sueca planeja ampliar a capacidade da fábrica de Linköping, na Suécia, e também expandir a produção no Brasil. O objetivo é atender o acordo com a Colômbia e manter o aproveitamento da capacidade existente para clientes atuais e potenciais.
Parceria entre Saab e Brasil
A parceria com a Embraer possibilita o compartilhamento de tecnologia e a montagem de parte das aeronaves no Brasil. Do total adquirido pela FAB, 15 jatos já devem ter montagem final em Gavião Peixoto (SP), com entregas até 2032, envolvendo AEL Sistemas e Atech em componentes e sistemas.
Perspectivas regionais
Além do contrato com a Colômbia, há negociação entre Saab e Ucrânia para a venda de 20 Gripen E, ainda sem assinatura. A viabilidade depende de aprovação de um empréstimo de 90 bilhões de euros pela União Europeia. A produção brasileira pode atuar como um polo adicional.
Essa configuração reforça o papel do Brasil como polo de fabricação de caças na América Latina, com hubs em Linköping e Gavião Peixoto cadastrados como centros de produção. A expansão envolve a Embraer, a Saab e parceiros nacionais para componentes estratégicos.
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