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EUA registraram em maio o crescimento do emprego mais lento

Emprego nos EUA deve ter ganhado menos em maio, com estímulos fiscais ajudando empresas a evitar demissões em meio a incertezas globais

Anúncio de vagas de emprego en Encinitas, EUA 01/08/2025. REUTERS/Mike Blake
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  • O emprego nos Estados Unidos deve ter crescido mais lentamente em maio, após dois meses de fortes ganhos.
  • O relatório do Departamento do Trabalho deve confirmar a desaceleração, mantendo o mercado de trabalho estável.
  • O estímulo fiscal, por meio de restituições de impostos e tarifas, ajudou as empresas a manter lucros e evitar demissões em grande escala.
  • As companhias seguem cautelosas com novas contratações, diante de tarifas e da guerra entre EUA, Israel e Irã, mantendo o equilíbrio de contratações lentas e demissões lentas.
  • A previsão é de 85.000 vagas criadas no mês, fora do setor agrícola, com a taxa de desemprego estimada em 4,3% pelo terceiro mês seguido (podendo chegar a 4,4%).

O crescimento do emprego nos Estados Unidos deve ter desacelerado em maio, após dois meses de ganhos fortes. O orçamento fiscal, por meio de restituições de impostos e tarifas, ajudou as empresas a evitar demissões em grande escala.

Economistas esperam que o relatório do Departamento do Trabalho, publicado nesta sexta-feira, mostre que o conflito no Oriente Médio ainda não impactou significativamente o mercado de trabalho. A previsão aponta para continuidade da estabilidade.

As autoridades associam o desempenho recente a estímulos fiscais, que favoreceram lucros corporativos e mantiveram contratações contidas. A cautela das empresas persiste diante de tarifas anteriores e da tensão regional.

A leitura de maio aponta abertura de vagas acima de abril, com estimativas entre 50.000 e 125.000, e uma mediana próximo de 85.000 vagas não agrícolas. O mercado, porém, mantém ritmo moderado.

Taxa de desemprego prevista em 4,3% permanece estável pelo terceiro mês, conforme a projeção. Ainda assim, alguns analistas veem possibilidade de leve alta para 4,4%, sem alterar a leitura de mercado estável.

A Reuters consultou economistas, que destacam que o pêndulo da contratação depende de fatores externos e de políticas, sem indicar reviravolta brusca no cenário de empregos. O relatório completo será divulgado hoje.

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