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Famílias do agro e joias investem R$ 1,3 bi em imóveis de luxo no litoral de SC

Boutiq, parceria entre famílias do agronegócio e joalheria, estreia no imobiliário de luxo em Santa Catarina, com VGV de R$ 1,3 bi e banco de terrenos de R$ 2 bi

Christian Sigel, Raphaella Sigel e Thayná Pozzobon, sócios da Boutiq: três trajetórias empresariais em um novo mercado (Boutiq/Divulgação)
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  • A Boutiq é uma incorporadora criada pelos Sigel e Pozzobon para atuar no mercado imobiliário de alto padrão em Santa Catarina, com capital próprio.
  • A empresa tem um banco de terrenos com seis imóveis avaliado em R$ 2 bilhões para sustentar os projetos.
  • Dois empreendimentos iniciais estão em Itapema e Piçarras, com VGV estimado em R$ 1,3 bilhão; obras previstas para começar em 2027, com investimento de R$ 580 milhões na construção.
  • Em Itapema haverá torre de cinquenta andares, com apartamentos de cerca de 280 metros quadrados; em Piçarras, três torres com unidades entre 115 e 380 metros quadrados.
  • O modelo da Boutiq não envolve construção própria: a empresa contrata companhias especializadas, utiliza capital próprio e pode oferecer opções de financiamento aos compradores por meio de fundos dedicados.

A Boutiq nasce no litoral norte de Santa Catarina, com capital próprio de duas famílias tradicionais: Sigel, do setor joalheiro, e Pozzobon, do agronegócio. A empresa mira residências de alto padrão e um banco de terrenos estimado em 2 bilhões de reais. Dois primeiros projetos estão em desenvolvimento, um em Itapema e outro em Piçarras.

A iniciativa surge da soma de trajetórias distintas: joalheria de luxo e gestão patrimonial dos Sigel, aliadas à atuação rural e de produção de grãos dos Pozzobon. A união busca explorar o segmento imobiliário catarinense sem abrir mão das operações originais de cada família.

Itapema e Piçarras aparecem como palcos iniciais. O mercado catarinense é aquecido: o litoral norte movimentou mais de 13 bilhões de reais em valor geral de vendas em 2025, com Itapema respondendo por cerca de 4,3 bilhões. A Boutiq projeta VGV total de 1,3 bilhão com os dois primeiros imóveis.

Como a Boutiq opera no setor

A incorporadora não atuará como construtora; contratará terceiros especializados para as obras e manterá uma estrutura enxuta. A equipe direta é pequena, com forte dependência de uma rede de parceiros, incluindo cerca de 18 escritórios no início de Itapema.

Modelo de financiamento e mercado-alvo

A Boutiq trabalha com capital próprio e pretende manter fundos próprios para financiar as obras, oferecendo opções de compra aos clientes sem depender de funding externo. A estratégia prioriza investimentos de longo prazo e gestão responsável de terrenos.

Detalhes dos projetos iniciais

Itapema terá uma torre de 50 andares com apartamentos de ~280 m², além de opções duplex e penthouses. Piçarras contará com três torres, com unidades entre 115 e 380 m². Ambos seguem o foco no segmento de luxo, com diferenciação por localização frente ao mar.

Proximidade de novos terrenos

Além dos empreendimentos anunciados, a Boutiq mantém terreno em prospecção, inclusive fora de Santa Catarina. A empresa pretende crescer de forma gradual, sem pressa, priorizando qualidade de execução e estratégias de mercado.

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