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Governo do Rio bloqueia emissão de notas por empresas ligadas ao Grupo Refit

Sefaz-Rio suspende Inscrição Estadual de empresas do Grupo Refit, bloqueando notas fiscais e operacionalidade após investigações federais e estaduais desde agosto de dois mil e vinte e cinco

— Foto: Dado Galdieri/Bloomberg
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  • A Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ) informou o impedimento de Inscrição Estadual de contribuintes do setor de combustíveis ligados ao Grupo Refit, o que impede a emissão de notas de compra e venda.
  • A medida ocorre após a suspensão do CNPJ pela Receita Federal, processo que também levou ao bloqueio da IE da refinaria do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
  • As investigações tiveram início em agosto de 2025, com operações Carlos Carbono Oculto, Cadeia de Carbono e Poço de Lobato para apurar irregularidades no setor de combustíveis, incluindo possíveis importações irregulares.
  • A Sefaz-RJ afirmou que a ação está alinhada à política de integridade tributária da gestão atual e que houve ampla fiscalização após as operações da PF envolvendo o grupo.
  • Em 15 de maio, a Secretaria abriu uma ação fiscal ampla em todas as empresas do Grupo Refit para apurar irregularidades, inclusive relativas a incentivos fiscais.

O governo do Rio de Janeiro afirmou ter bloqueado a emissão de notas de compra e venda de produtos por empresas ligadas ao Grupo Refit, antigo ativo da Refinaria de Manguinhos. A medida impede a obtenção de Inscrição Estadual (IE) e, na prática, inviabiliza as operações comerciais no setor de combustíveis. A ação faz parte do combate à sonegação fiscal no estado.

A Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ) informou que a suspensão resulta de pendências identificadas pela Receita Estadual. O objetivo é aumentar o rigor no controle tributário sobre o segmento de combustíveis, segundo comunicado oficial.

Contexto das investigações

O Grupo Refit passou a figurarem sob investigações federais e estaduais a partir de agosto de 2025, com as operações Carbono Oculto, Cadeia de Carbono e Poço de Lobato. A Polícia Federal suspeita que a unidade atuava como importadora de combustíveis, em vez de refiná-los, com importações também sob análise.

A Sefaz-RJ destacou que a medida decorre da suspensão do CNPJ pelas Receitas Federal, o que gerou, automaticamente, o impedimento da IE para a unidade de Manguinhos, na zona norte do Rio. A documentação envolve a refinaria associada ao grupo.

Após a operação da PF envolvendo o grupo em 15 de maio, a secretaria abriu uma ampla ação fiscal para todas as empresas do Refit. O foco incluiu a apuração de irregularidades na concessão de incentivos fiscais ao grupo.

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